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Ahmad Schabib Hany

Sociólogo corumbaense vai lançar livro em Campo Grande

O evento será dia 15 de fevereiro, às 19 horas, no IHGMS (Avenida Mato Grosso, Esplanada Ferroviária), Campo Grande.

Qua, 08 Fevereiro de 2023 | Fonte: Ahmad Schabib Hany


Sociólogo corumbaense vai lançar livro em Campo Grande

Dia 15 de fevereiro (quarta-feira), às 19 horas, no IHGMS (Avenida Mato Grosso, Esplanada Ferroviária), Campo Grande, o cientista social, professor, pesquisador, escritor, analista internacional e ativista político Lejeune Mirhan lançará diversos livros de sua autoria sobre geopolítica, história árabe, marxismo, sociologia e filosofia. 

O Professor Lejeune Mirhan Xavier de Carvalho é um corumbaense ilustre. Filho de Dona Georgeta Mirhan, Sobrinho do Promotor de Justiça (e fundador do PT em Mato Grosso do Sul) Doutor José Mirrha, o seu primeiro candidato a Senador em 1982, Lejeune também é ativista político, filiado ao PCdoB. Duas vezes presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, de cuja fundação participou ao lado de grandes personalidades da Sociologia brasileira, entre eles o Professor Florestan Fernandes, seu Orientador quando no Mestrado pesquisou sobre o movimento estudantil pós-1968, do qual foi dirigente na região de Campinas, época em que era conhecido por Lejeune Mato Grosso. 

Descendentes de uma das treze famílias da minoria étnica surianne que chegaram, em pleno apogeu do entreposto comercial, a Corumbá no início do século XX, os Mirhan (ou Mirrha, no caso do Doutor José Mirrha e seus descendentes) estiveram tanto no comércio (‘Casa Palmira’, ‘Jeta’s Lanches’ e ‘Restaurante Mistura Fina’, entre outras iniciativas emblemáticas) como em atividades artístico-culturais e intelectuais em Corumbá, basta vermos os apoteóticos festivais de vanguarda e os jornais das décadas de 1960/1970 com artigos, poemas e crônicas que deixaram marcas indeléveis. 

Professor aposentado da Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Lejeune passou a se dedicar à análise política nacional e internacional, além do ativismo político dentro e fora do Brasil. Durante décadas integrou delegações humanitárias para a Palestina e a Síria, bem como articulou iniciativas de apoio e solidariedade internacional às grandes causas humanitárias no Oriente Médio e Golfo Pérsico. Verdadeiro ‘devorador’ de livros clássicos de Ciências Sociais, Filosofia, História Árabe, Geopolítica, Literatura Universal, também é escritor compulsivo: seus livros já passam de uma dezena, em sua maioria são ‘tijolões’ em que analisa com propriedade e argúcia as mais ‘cabeludas’ questões que afligem a humanidade: guerra israelo-árabe, agressão à Síria, bloqueio econômico ao Irã, invasões e destruições imperiais, geopolítica do século XXI, estudos marxistas-leninistas e pesquisa pioneira sobre a imigração surianne a Corumbá no século XX. 

Sempre que pode, o Professor Lejeune vem a Corumbá. Como em 2016, quando tive a honra de convidá-lo a dissertar sobre a conjuntura internacional de então aos estudantes de História e de outros cursos no CPAN/UFMS. Foi emblemático o debate suscitado entre jovens desassossegados e o veterano Professor Universitário e analista internacional de várias mídias nacionais e internacionais. Mas desta vez sua estada maior será em Campo Grande, onde estão agendados a palestra sobre “O Brasil sob o Governo Lula e a nova ordem internacional” e o lançamento de seus livros, quarta-feira, dia 15 de fevereiro, às 19 horas, no Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS), Avenida Mato Grosso, perto da antiga Ferroviária, no centro da bucólica cidade de interior mato-grossense dos idos das décadas 1930 a 1970. 

Ao preço de 69 reais, o mais recente livro, “Atualidade da luta anti-imperialista”, é o carro-chefe, mas há outros, em sua maioria da Apparte, editora criada por ele há pouco tempo. Depois de atuar no ensino e pesquisa na universidade, Lejeune faz de sua Vida de aposentado um instrumento de luta e transformação por meio do conhecimento e da informação crítica em um mundo conturbado pela relutância de o governo dos Estados Unidos deixar de agir como ‘polícia do mundo’, e a extrema-direita tenta se fortalecer por meio da difusão do ódio, da intolerância e da mentira em série. Eis um corumbaense que faz de seu ofício uma fonte de resistência, conhecimento crítico e solidariedade aos povos de todo o Planeta, até como forma de retribuir a acolhida a seus ancestrais no início do século passado, em uma Corumbá cosmopolita e hospitaleira que ainda pulsa no generoso cotidiano hodierno.

Correio de Corumbá

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