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Gregório José

POR QUÊ TEMOS TANTA DESIGUALDADE NAS CIDADES?

Ter, 14 Fevereiro de 2023 | Fonte: Gregório José


As empresas e o comércio em si está contando cada vez mais com mão de obra sem preparo, embora existam cursos preparatórios e de formação profissional em maior número. No pós-covid então é perceptível o número de pessoas longe de escolas e universidades. Muitos querem aulas remotas para não ter que enfrentarem os prédios de instituições educacionais.

Há casos e relatos de pessoas, principalmente jovens e crianças em depressão ou em pânico quando sabem que precisam ressocializar em um prédio escolar.

É notório que o achatamento salarial vem sendo imposto dia após dia e que as cidades, sejam grandes ou pequenas possuem uma legião enorme de desempregados ou “despreparados” para os serviços cada vez mais exigentes e, por conta disto, enquanto uma pequena parcela é bem remunerada, outra, na ponta fraca, recebem salários pequenos.

É nas cidades que se geram as riquezas, mas são nelas também que se concentram pobreza e desigualdades.

São inúmeras favelas e guetos superlotados no mundo em desenvolvimento aos sem-teto e bolsões de destituição no mundo desenvolvido, escancarando a pobreza urbana e a desigualdade em formas mais variadas.

O resultado desta concentração de situações desfavoráveis eleva o número de usuários de drogas ilícitas e entorpecentes, pessoas sem cultura alguma, abandonados e relegados ao casuísmo e, onde se encontram a falta de estrutura urbana por parte dos governos municipais, estaduais e até mesmo da federação.

Tem-se a nítida percepção de que a desigualdade está aumentando globalmente e a pobreza em certas regiões é mais evidente. Além de estrutura urbana como habitações sustentáveis e apropriadas, ruas urbanizadas e com pavimentação, água e esgoto; prédios públicos com postos de saúde e escolas com móveis novos e adequados e serviços à altura dos contribuintes pagadores de impostos cada vez mais pesados.

E, sabe o que se nota com todo este problema que vem ocorrendo, que programas para atendimentos de usuários de drogas e pessoas com problemas mentais aumentam assustadoramente. CRAS e CAPS (Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Outras Drogas); comunidades terapêuticas, consultórios de ruas e grupos de ajuda mútua.

Tudo fruto de pobreza e desigualdades. Qual seria então o desafio a enfrentar?

Correio de Corumbá

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