Reginaldo Coutinho
LIGA DE ESPORTES DE CORUMBÁ: ATÉ QUANDO ESSE IMBRÓGLIO VAI CONTINUAR?
Dom, 23 Agosto de 2026 | Fonte: Reginaldo Coutinho
Por onde anda a eleição da Liga de Esportes de Corumbá? Essa é uma pergunta que já começa a incomodar quem acompanha o esporte da cidade e, principalmente, aqueles que conhecem a importância histórica dessa entidade para o futebol corumbaense.
Desde a sua fundação, a Liga de Esportes de Corumbá representa muito mais do que uma simples instituição responsável por organizar competições (no passado). A Liga faz parte da história esportiva da cidade. Por ali passaram dirigentes, clubes, atletas, árbitros e tantos outros personagens que ajudaram a construir a tradição do futebol corumbaense.
Por isso mesmo, é difícil compreender o atual estado de marasmo que tomou conta do processo eleitoral.
Depois de todo o imbróglio que foi parar na Justiça, veio uma decisão determinando que o processo fosse refeito e que um novo pleito fosse realizado. A partir daí, o mínimo que se esperava era que os responsáveis pela condução da entidade tomassem as providências necessárias para cumprir a decisão e colocar a Liga novamente nos trilhos.
Mas o tempo está passando.
E, enquanto o tempo passa, a comunidade esportiva continua sem uma resposta concreta.
Cadê o edital? Cadê o calendário eleitoral? Cadê a convocação dos clubes? Cadê a definição das regras para que os interessados possam participar legitimamente da disputa?
São perguntas simples, mas que precisam de respostas.
O que não pode acontecer é a Liga permanecer indefinidamente nesse limbo administrativo, enquanto o futebol de Corumbá segue precisando de organização, planejamento e representatividade.
A situação já passou da fase de ser tratada apenas como uma questão interna. Quando uma entidade esportiva tradicional fica paralisada, quem perde não é apenas a diretoria de plantão ou quem pretende disputar uma eleição. Quem perde é o esporte corumbaense.
Clubes precisam saber com quem dialogar. Atletas precisam de competições organizadas. Dirigentes precisam de segurança para planejar suas temporadas. E a própria cidade precisa saber que a instituição responsável por parte importante da organização esportiva está funcionando regularmente.
Não é possível administrar uma entidade histórica vivendo permanentemente de incertezas.
E aqui não se trata de defender A ou B. Não se trata de torcer por determinado grupo ou candidato. Trata-se de defender a Liga de Esportes de Corumbá e a necessidade de que ela tenha uma direção legitimamente escolhida, dentro das regras estabelecidas e com absoluta transparência.
A Justiça já deu sua orientação sobre o processo. Agora é preciso cumprir aquilo que foi determinado.
Não há espaço para procrastinação.
Se o processo anterior apresentou problemas, que sejam corrigidos. Se houve erros, que não sejam repetidos. Se existem dúvidas, que sejam esclarecidas. Se há interessados em disputar a direção, que tenham condições de apresentar suas propostas aos clubes.
O que não pode é transformar uma eleição em uma novela sem capítulo final.
E fica aqui uma reflexão: vamos chegar a dezembro e ainda estaremos discutindo quando será realizada a eleição?
Porque, se isso acontecer, será necessário perguntar quem está ganhando com essa demora e, principalmente, quem está perdendo com ela.
A Liga precisa recuperar sua credibilidade, sua organização e sua capacidade de liderar o esporte. Para isso, precisa primeiro resolver sua própria situação.
Corumbá tem tradição esportiva suficiente para não aceitar que uma entidade tão importante permaneça parada enquanto o calendário avança.
O futebol não vive apenas de camisa, história e memória. Precisa de gestão, planejamento, competição e dirigentes comprometidos com o futuro.
A bola precisa voltar a rolar, mas antes disso é preciso colocar a casa em ordem.
E a primeira providência é simples: realizar a eleição, respeitar as regras, cumprir a decisão judicial e devolver à Liga de Esportes de Corumbá uma direção legitimada pelo voto dos seus clubes.
A cidade está esperando.
E, sinceramente, já está na hora de acabar com esse marasmo.
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