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Rosildo Barcellos

SINVAL MARTINS

Dom, 26 Março de 2023 | Fonte: Rosildo Barcellos


SINVAL MARTINS
Sinval Martins e o ex Prefeito Ruiter

A criação da Santa Casa de misericórdia de Campo Grande foi concebida nos idos de 1917, quando Campo Grande tinha apenas 8.000 habitantes, aproximadamente e desfrutava de considerável pujança com fatores como a chegada da estrada de ferro, em 1914, entre outros. Vendo a cidade crescer vertiginosamente e preocupados com a inexistência de um hospital para atender as necessidades da população, uma comissão encabeça a lista de doadores com a finalidade de se criar a Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande. Este fato ocorreu no mês de agosto de 1917 e a comissão foi composta por Eduardo Santos Pereira, Augusto Silva, Otaviano de Mello, Bernardo Franco Baís, Benjamin Corrêa da Costa, Enoch Vieira de Almeida e o Capitão médico Eusébio Teixeira. Na ocasião, não havia em Campo Grande nenhuma instituição hospitalar.    

A Intendência Municipal havia destinado a área da atual praça Belmar Fidalgo para a construção do hospital, o que não teria sido aprovado pela diretoria por conta da proximidade de uma Unidade de Artilharia, cujos disparos de arma de fogo poderiam “sobressaltar” os enfermos. Com a renúncia do primeiro presidente (acredita-se que, por tratar-se de militar, pode ter sido transferido), assume Bernardo Franco Baís, permanecendo na presidência até 1925. Em 20 de janeiro de 1920, Baís compra por dez contos de réis e escritura em nome da SBCG a área onde hoje se encontra o complexo hospitalar Santa Casa.    

Em 1924, ainda em sua gestão, inicia-se a construção do hospital com 40 leitos, uma sala de cirurgia e demais dependências, e com projeto do renomado arquiteto e membro da administração da SBCG, arquiteto Camilo Boni. A obra demorou quatro anos para ser concluída e, a partir de 1º de abril de 1925 a entidade passou a ser gerida pelo terceiro presidente, Eduardo Santos Pereira, que a liderou até 31 de março de 1932. Começava a funcionar em dezembro de 1928 o embrião da Santa Casa de Campo Grande, portanto, sendo o segundo hospital da Capital e primeiro destinado ao atendimento de civis.  

Além das pessoas já citadas outras, são dignas de destaque pelo altruísmo e dedicação na realização deste sonho. Ressalto também que muitos maçons exerceram a presidência da Santa Casa. Entre os presidentes, posso citar de memória Walter Rodrigues, que fora Grão-Mestre do Grande Oriente de Mato Grosso do Sul, Sinval Martins de Araújo, presidente por dois mandatos. Destaco o nome de Sinval Martins de Araújo diretor a partir do ano de 2002, posto que em 10 de outubro de 2004 recebeu o título de cidadão sul-mato-grossense. proposto por Akira Otsubo. Dr Sinval, natural de Goiandira/GO fez Direito na UCDB e ocupou outros cargos de destaque como Presidente da imprensa oficial do MS e secretário de administração. No período que esteve a frente da Santa Casa administrou grandes dificuldades financeiras, mas manteve o atendimento a população carente do estado. O que eu mesmo confirmo. Atualmente administra serviços de transporte de pessoas, gerando renda e emprego em nossa Cidade Branca.
*Articulista
 

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