Cultura
Bailarino do Moinho Cultural é aprovado na Curitiba Cia. de Dança após imersão apoiada pelo Instituto Cultural Vale
Formado pelo Moinho Cultural, Marcos Souza é aprovado após passagem pelo 43º Festival de Dança de Joinville.
Seg, 10 Agosto de 2026 | Fonte: Assessoria de Imprensa
Uma passagem pelo maior festival de dança do país se transformou em contrato profissional. O bailarino Marcos Souza, formado pelo Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, foi aprovado em audição para a Curitiba Cia. de Dança e passa a integrar oficialmente o elenco da companhia a partir de setembro de 2026.
A conquista é resultado direto de sua participação no 43º Festival de Dança de Joinville, realizado em julho, com apoio do Instituto Cultural Vale. O investimento viabilizou duas semanas de imersão artística, período em que Marcos fez quatro cursos com profissionais de reconhecimento nacional e internacional e participou de três processos seletivos para companhias profissionais.
Entre os professores estiveram Luiz Rubén, um dos primeiros professores de ballet do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, e Cláudia Mota, primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em cursos de ballet clássico realizados entre os dias 20 e 24 de julho; Lili de Grammont, diretora artística da Companhia de Dança de São José dos Campos, em curso de dança contemporânea entre 27 e 31 de julho; e o bailarino e coreógrafo francês Jason Sabrou, em aula de ballet clássico no dia 30 de julho.
Foi justamente na Curitiba Cia. de Dança que Marcos viveu o momento mais decisivo da temporada. "A aula da Curitiba foi de três horas, mais uma hora de audição, quatro horas ao todo. Tivemos aula de ballet clássico, ensaio de neoclássico e de contemporâneo. Consegui pegar todas as sequências e, no fim, descobri que era para uma temporada inteira do Quebra-Nozes", conta Marcos.
"Não pensei duas vezes, aceitei e assinei o contrato. Eu imaginava que ia fazer parte só do elenco do Quebra-Nozes, mas fui aprovado para entrar na companhia. Essa é a minha primeira audição, nunca tinha feito uma antes, e já passei na primeira oportunidade", comemora o bailarino.
Para Márcia Rolon, fundadora e diretora artística do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano, a conquista de Marcos reforça o papel da formação artística na abertura de novos caminhos profissionais para os participantes da instituição.
"Marcos é fruto de um processo de formação que começa muito cedo, ainda na infância, e que agora se transforma em uma conquista profissional concreta. É a prova de que investir em arte na fronteira gera resultados reais na vida dos nossos participantes", destaca Márcia Rolon.
Marcos destaca que a conquista também é uma forma de retribuir a formação que recebeu na fronteira. "Tudo o que eu sou hoje é por causa do Moinho, que me transformou. Sou muito grato ao Instituto Cultural Vale por ter me proporcionado essa experiência. Entrei no Moinho ainda criança e cresci dentro da instituição, onde construí a base da minha formação como bailarino. O Festival de Joinville é maravilhoso, o melhor do mundo, e eu nunca imaginei estar lá. É uma experiência que vou levar para a vida inteira", afirma Marcos.
Sobre o Moinho Cultural
Fundado há 21 anos, o Instituto Moinho Cultural Sul-Americano é uma organização da sociedade civil que atua nos territórios fronteiriços do Brasil para a transformação positiva da realidade local, dando voz e vez às crianças, adolescentes e jovens, por meio de acesso a bens culturais, conhecimento tecnológico, noções de empreendedorismo e cidadania plena. Desde o início das atividades, mais de 25 mil crianças e adolescentes já foram atendidos pela instituição.
O Moinho Cultural tem o patrocínio master do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, além do patrocínio da BTG Pactual, LHG Mining, Suzano, Too Seguros e RealH. O projeto tem parceria com Criança Esperança, J. Macêdo, Fecomércio - Sesc, Sicredi, Sebrae e Sesi, apoio cultural Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul e Governo do Mato Grosso do Sul, parceria institucional da Prefeitura de Corumbá, Prefeitura de Ladário, Prefeitura de Puerto Suárez, Prefeitura de Puerto Quijarro, Instituto Homem Pantaneiro, IFMS, UFMS, Acaia Pantanal e outros doadores pessoa física e jurídica.
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