Geral
Governo coordena vigilância e fiscalização em todo o MS contra adulteração de bebidas por metanol
Ação envolve municípios, vigilância sanitária e rede hospitalar no enfrentamento à intoxicação pela substância.
Sex, 03 Outubro de 2025 | Fonte: André Lima/Comunicação SES

Diante do risco de intoxicações por metanol em bebidas alcoólicas clandestinas, o Governo de Mato Grosso do Sul mobilizou uma força-tarefa estadual para intensificar a vigilância e a fiscalização em todos os municípios. A ação emergencial, coordenada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), visa proteger a população por meio da identificação precoce, atendimento ágil e controle rigoroso da comercialização irregular.
Em alinhamento às orientações do Ministério da Saúde e à Nota Técnica Conjunta nº 365/2025, a medida envolve a articulação direta com as vigilâncias sanitárias municipais, unidades hospitalares e equipes de saúde, reforçando o monitoramento de casos suspeitos e confirmados.
Segundo a Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, a ação emergencial tem o intuito de proteger a população. “Estamos estruturando um fluxo de atendimento, monitoramento e fiscalização, para garantir respostas rápidas e eficazes diante da situação. Nosso compromisso é assegurar que a vigilância atue de forma integrada, eficiente e preventiva, protegendo a população com o máximo de segurança e prontidão possível”, destacou Castilho.
“Essa é uma resposta integrada que reúne orientação à população, fiscalização rigorosa, ações de prevenção e fluxos ágeis de atendimento. Cada etapa está conectada para garantir que o risco do metanol seja enfrentado de forma completa, eficiente e com a máxima proteção à saúde dos sul-mato-grossenses", resume a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone.
A iniciativa envolve a articulação entre as áreas técnicas da SES e as secretarias municipais de saúde. A ação inclui:
- Atendimento 24h com suporte técnico e científico via CIATox;
- Fiscalização intensiva das vigilâncias sanitárias em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, visando coibir a venda de produtos clandestinos e de origem desconhecida;
- Monitoramento contínuo dos casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol, com notificação imediata ao CIEVS estadual e ao Ministério da Saúde;
- Capacitação e orientação técnica às equipes de saúde para condução clínica dos casos, conforme protocolos definidos na Nota Técnica;
- Apoio às unidades hospitalares para o uso de antídotos disponíveis, como o etanol farmacêutico, e articulação com o Ministério da Saúde para acesso ao fomepizol, tratamento de referência contra o metanol.
A SES reforça a recomendação para que a população não consuma bebidas alcoólicas sem rótulo, de origem clandestina ou adquiridas em locais não regularizados.
Orientações à população
Médico e toxicologista do Ciatox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), Sandro Benites alerta que qualquer pessoa que, após cerca de 12 horas do consumo de bebida alcoólica, apresentar sintomas como: dor abdominal, sensação de queimação, alterações visuais — especialmente turvação ou visão cintilante, além de sinais neurológicos deve procurar uma unidade de saúde.
Esses casos são considerados suspeitos de intoxicação por metanol. “É fundamental buscar atendimento médico imediatamente”, reforça Benites. Confira mais detalhes no vídeo abaixo.
Os profissionais de saúde devem notificar qualquer caso suspeito imediatamente pelos telefones:
Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campo Grande – CIATox
- Plantão 24h (67) 98179-1369 (ligação, WhatsApp, SMS)
- Telefone: (67) 3386-8655
- Telefone Emergência: 0800-722-6001
- E-mail: [email protected]
Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde - CIEVS
- Plantão 24h (67) 98477-3435 (ligação, WhatsApp)
- Disque-notifica: 0800 647 1650 (expediente)
- e-mail [email protected] (24h) e [email protected] (expediente)
Coordenação de Emergências em Saúde Pública – CESP
Para qualquer orientação e atendimento, a população pode entrar em contato diretamente:
Disque-Intoxicação da Anvisa:
- 0800 722 6001
- E-mail: [email protected]
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