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Governo investe na ampliação da rede de estações meteorológicas e cobertura chega a todo o MS
Em 2025, Mato Grosso do Sul terá mais 19 novas estações meteorológicas, ampliando para 61 o número de pontos de cobertura da rede meteorológica oficial do Estado.
Seg, 30 Setembro de 2024 | Fonte: Marcelo Armôa/Comunicação Semadesc

Em 2025, Mato Grosso do Sul terá mais 19 novas estações meteorológicas, ampliando para 61 o número de pontos de cobertura da rede meteorológica oficial do Estado.
Convênio assinado entre a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e a Aprosoja/MS, no valor de R$ 7,89 milhões, garante a execução de projeto do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e estende a abrangência terrestre da rede de estações para 100% do território sul-mato-grossense.
A ampliação da rede de estações meteorológicas vai fornecer dados climáticos consistentes e precisos, essenciais para a tomada de decisões estratégicas que promovam o desenvolvimento sustentável do Estado.
As informações que são geradas subsidiam o planejamento em diversos setores da economia, como agronegócio, indústria e turismo, além de facilitar a prevenção de desastres climáticos, como incêndios florestais.
“Vamos melhorar a cobertura espacial dos dados meteorológicos em Mato Grosso do Sul, aprimorar a previsão do tempo e proporcionar uma série histórica de coleta de dados climáticos essenciais para o Estado. Isso vai permitir o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes no enfrentamento de problemas ligados a fenômenos ambientais. As novas estações preenchem vazios que havia em regiões, sobretudo da bacia do rio Paraguai, onde não se tinha informações precisas sobre níveis de precipitação, temperaturas e outros dados climáticos”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Das 19 estações meteorológicas, 12 serão instaladas nos municípios de Alcinópolis, Aquidauana, Amambai, Anaurilândia, Água Clara, Inocência, Figueirão, Naviraí, Nioaque, Ribas do Rio Pardo, Paraíso das Águas e Corguinho. Outras sete serão instaladas na Planície Pantaneira, distribuídas em regiões como Rio Paraguai, Nabileque, Nhecolândia, Abobral, Cáceres e Paiaguás.
“Essas estações vão permitir a cobertura de todo o nosso território. Na região do Pantanal, que hoje conta com apenas uma subestação, teremos sete estações meteorológicas, ampliando o monitoramento do clima no bioma, favorecendo a pesquisa científica e promovendo uma série de outros benefícios para a região”, acrescentou Jaime Verruck.
De acordo com a coordenadora do Cemtec, meteorologista Valesca Fernandes, “a ampliação da rede permite um melhor monitoramento da variabilidade climática, possibilitando uma compreensão mais profunda das mudanças climáticas e seus impactos na região, como secas prolongadas e chuvas intensas. Com um maior número de dados coletados, as previsões meteorológicas se tornam mais acuradas, favorecendo a calibragem dos modelos de previsão e, consequentemente, serviços meteorológicos mais eficazes”.
As novas estações serão padronizadas para serem interligadas à rede do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), modelo AWS-VAISALA, contendo os seguintes equipamentos: caixa de Acondicionamento em Alumínio com Shield de Proteção; Datalogger QML201C – VAISALA; Módulo DSU232; Módulo DSI486; Regulador de Carga QBR101; Bateria 12v/26Ah; Painel Solar 50W; Modem e Antena GOES com conectores militares; Torre Tubular em Alumínio de 10m com suportes; Kit de aterramento e pára raio tipo franklin; Sensor de Temperatura e Umidade Relativa do Ar – HMP155 – com abrigo meteorológico; Sensor de Velocidade e Direção do Vento Ultrassônico – WMT700; Sensor de Radiação Solar Global – CMP6; Pluviômetro RG13 – N2N2. E Sensor de Pressão Atmosférica BARO1.
Os recursos do convênio da Semadesc e Aprosoja são oriundos do Fundems (Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja) e Funter (Fundo de Regularização de Terras).
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