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Prejuízos do ‘Brasil Ilegal’ somaram em todo o país R$ 453,5 bilhões em 2022
Produzida pela CNI, Fiesp e Firjan, nota técnica “Brasil Ilegal em Números” será apresentada ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, em evento na CNI amanhã, em Brasília.
Qua, 17 Abril de 2024 | Fonte: Redação
Contrabando, pirataria, roubo, concorrência desleal por fraude fiscal, sonegação de impostos e furto de serviços públicos são algumas das ações ilegais que provocaram um prejuízo econômico de R$ 453,5 bilhões ao país em 2022. A cifra consta na nota técnica “Brasil Ilegal em Números”, levantamento produzido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
Deste total, a maior parte refere-se aos prejuízos diretos com os impostos que deixaram de ser arrecadados (R$ 136 bilhões) pelos governos e poderiam ser revertidos em bem-estar para a sociedade. O levantamento será apresentado no seminário Combate ao Brasil Ilegal nesta quinta-feira (18), das 9h às 13h, na sede da CNI em Brasília.
“A cifra de R$ 453,5 bilhões é um desastre nacional, que atinge todo cidadão, governos municipais, estaduais e União. São recursos que equivalem a todo o Produto Interno Bruto (PIB) do estado de Santa Catarina, por exemplo. A CNI, Fiesp e Firjan querem chamar a atenção para essa calamidade. Queremos contribuir para que os governos adotem medidas mais rígidas para combater essa ilegalidade, investindo ainda mais em segurança pública em todo o país”, afirma Carlos Erane de Aguiar, diretor da Fiesp e da Firjan na área de segurança.
Levando em consideração 15 setores afetados pelo mercado ilícito, o Brasil deixou de gerar quase 370 mil empregos com carteira assinada em 2022. Os setores afetados são: audiovisual (filmes), bebidas alcoólicas, brinquedos, celulares, cigarros, combustíveis, fármacos, cosméticos e higiene pessoal, defensivos agrícolas, material esportivo, óculos, PCs, perfumes importados, TV por assinatura e vestuário.
Íntegra da nota técnica “Brasil Ilegal em Números”
Vídeo com entrevista de Carlos Erane de Aguiar, diretor da Fiesp e da Firjan na área de segurança.
Seminário Combate ao Brasil Ilegal
Além do ministro Ricardo Lewandowski e dos presidentes da CNI, Ricardo Alban, da Fiesp, Josué Gomes da Silva, e da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, participam do seminário Combate ao Brasil Ilegal autoridades como Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal; Robinson Sakiyama Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal; os secretários de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e da Fazenda, Victor Santos e Leonardo Lobo, respectivamente; e Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal.
O seminário será composto por três painéis:
Painel 1 - O Dano Fiscal do Brasil Ilegal;
Painel 2 - As Ações Integradas de Inteligência e Planejamento;
Painel 3 - A Defesa do Estado e da Concorrência.
Credenciamento para o Seminário Combate ao Brasil Ilegal
O pedido de credenciamento para os jornalistas que quiserem cobrir o evento presencialmente deve ser feito pelo e-mail: [email protected]
O seminário será nesta quinta-feira (17), das 9h às 13h, na sede da CNI em Brasília.
Confira aqui a programação do evento.
O evento também será transmitido pelo canal da CNI no YouTube:
https://youtube.com/live/-MdiUVPwmMo?feature=share
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