Meio Ambiente
Regiões Sul e Sudoeste do MS terão chuvas abaixo da média e risco elevado para incêndios florestais nos próximos dias
No bioma Pantanal os acumulados desde o início do ano até dia 28 de fevereiro ficaram acima da média em seis das oito regiões monitoradas.
Qua, 04 Março de 2026 | Fonte: João Prestes/Assessoria

As regiões Sul e Sudoeste de Mato Grosso do Sul devem ter ocorrência de poucas chuvas nos próximos dias, intensificando a situação de escassez hídrica já evidenciada nos últimos dois meses e em decorrência disso, amplia o alerta para ocorrência de focos de calor. Os dados constam na Análise Meteorológica do Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) e foram apresentados pelos meteorologistas na reunião do Cicoe/MS (Centro Integrado de Comando e Controle) realizada na manhã dessa quarta-feira (4), no Comando Geral da Polícia Militar, em Campo Grande.
Foi a 25ª reunião do Cicoe/MS, organismo que reúne representantes do Corpo de Bombeiros, Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec/MS), Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Secom (Secretaria de Comunicação), Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública e Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), e tem por objetivo planejar, coordenar e executar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Estado.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, coordenou a reunião e demonstrou preocupação com os dados que apontam irregularidades no regime de chuvas, o que obriga o Governo a se manter em alerta para eventualidades de descontrole dos focos de calor. No mês de janeiro, conforme demonstrou o Cemtec/MS, as chuvas ficaram abaixo da média histórica em praticamente todo o Estado. Em fevereiro houve uma melhora na distribuição de chuvas, mas ainda assim, em 29 dos 65 pontos monitorados pelo Cemtec/MS o volume de chuvas ficou abaixo da média.
No bioma Pantanal os acumulados desde o início do ano até dia 28 de fevereiro ficaram acima da média em seis das oito regiões monitoradas. Apenas na região de Corumbá (338,4 milímetros) e do Pantanal da Nhecolândia (442,6 mm) choveu mais que o esperado para o período. Como consequência direta da irregularidade das chuvas, o nível do rio Paraguai – o principal curso dágua da planície pantaneira – está próximo do registrado em 2024 nas regiões de Ladário e Porto Murtinho. Somente em Cáceres o nível do rio está bem acima do verificado em 2024 e próximo do registrado no ano passado.
Já a tendência meteorológica para o período entre 3 e 19 de março aponta para diminuição de chuvas nas regiões Sudoeste e Sul de Mato Grosso do Sul, enquanto no restante do Estado pode ficar pouco abaixo ou acima da média histórica. A probabilidade se estende para o trimestre março, abril e maio, o que coloca metade do Estado – sobretudo na bacia do Rio Paraná – em alerta para risco de incêndios florestais.
O aquecimento das águas do Oceano Pacífico provocará mudanças no clima em todo planeta nos próximos meses, provocando o fenômeno conhecido por El Niño. A tendência será de temperaturas acima do normal para o trimestre em Mato Grosso do Sul e chuvas abaixo da média histórica. Essa combinação favorece a ocorrência de incêndios florestais. El Niño estará estabelecido e passará a influenciar o clima a partir de maio e até o fim do ano, conforme demonstram os modelos meteorológicos.

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