Política
Prefeitura detalha ações após chuva extrema e balanço de doações a famílias atingidas
O balanço das ações adotadas pelo município após as fortes chuvas registradas na noite de 27 de janeiro.
Ter, 03 Fevereiro de 2026 | Fonte: Assessoria de Imprensa PMC

O prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira apresentou, na tarde desta terça-feira, 3 de fevereiro, o balanço das ações adotadas pelo município após as fortes chuvas registradas na noite de 27 de janeiro, que provocaram alagamentos em diferentes regiões de Corumbá. Em coletiva de imprensa, o chefe do Executivo detalhou o volume de precipitação, os bairros atingidos, os danos causados e a destinação dos donativos arrecadados para atendimento às famílias afetadas.
“Desde o primeiro momento, nossa preocupação sempre foi a vida humana. Graças a Deus, não tivemos perdas humanas”, afirmou o prefeito. Ele relatou que acompanhou pessoalmente a situação ainda na noite do temporal e descreveu o cenário encontrado pelas equipes da Prefeitura. “Vimos muitos alagamentos, famílias, idosos, crianças no colo. Foi uma situação bastante complicada.”
O levantamento das doações recebidas e já distribuídas mostra que, até o momento, foram entregues 232 cestas básicas, 133 colchões, 29 lonas, 15 cobertores, 10 kits de fraldas e quatro kits de higiene. Entre as contribuições, a loja Gazin doou 100 colchões de solteiro, enquanto a Defesa Civil do Estado encaminhou 200 cestas básicas, 200 galões de água mineral de cinco litros, um rolo de lona, dois fardos de papel higiênico, 12 colchões de solteiro, seis colchonetes e cinco cobertores. A Sanesul doou 60 caixas de água mineral.
Também houve doações de 40 kits de limpeza de origem anônima, além de contribuições da Soamar, da empresa TBG, com 24 caixas de água mineral, da mineradora LHG Mining, que doou 200 cestas de alimentos, e da senadora Soraya Tronicke, responsável pela doação de outras 200 cestas básicas. As doações do Lions Clube Corumbá, recebidas nesta terça-feira, ainda estão sendo contabilizadas.
O bairro Guarani, explicou o prefeito, enfrenta um problema histórico de alagamentos, agravado por chuvas intensas em curto período. Ele informou que serviços de manutenção de galerias foram realizados e que há um projeto em parceria com o governo do Estado, já garantido e em fase de licitação, para a construção de uma bacia de contenção por meio do programa MS Ativo 2. “É uma obra essencial e será tratada como prioridade”, afirmou.
O prefeito destacou que equipes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Infraestrutura foram mobilizadas imediatamente para monitorar áreas de risco e prestar apoio às famílias. De acordo com ele, não houve registro de perda de moradias de munícipes, com exceção de um desabamento ocorrido em trecho de rodovia.
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Dissipador de águas
A secretária municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Jossiely Godoi da Silva, explicou que a obra prevê a implantação de um dissipador de águas na região do Guatós, ampliando a capacidade de retenção e vazão da água. Segundo ela, o solo rochoso da cidade dificulta intervenções profundas de drenagem, o que torna a solução mais complexa e onerosa.
Sobre a retirada de entulhos, a titular da Infraestrutura informou que o volume coletado quadruplicou após a chuva, chegando a cerca de 80 toneladas por dia, o que provocou atraso no cronograma regular. A Prefeitura reforçou o pedido de colaboração da população para evitar o descarte irregular de resíduos, fator que contribui para o entupimento de galerias.
Atendimento ativo
A vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Bia Cavassa, afirmou que o atendimento às famílias atingidas foi realizado de forma ativa, com equipes indo até as residências. “Nossas equipes técnicas foram até as casas, sem esperar que as famílias se deslocassem até os CRAS, entendendo que, naquele momento, a prioridade era a limpeza das residências”, disse. Segundo ela, além da distribuição de donativos, o município também ofereceu suporte psicológico às pessoas que sofreram abalo emocional.
Sobre o sistema de alerta em celulares, o superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Barbosa Coelho, esclareceu que o mecanismo é utilizado apenas em situações de risco iminente à vida que exigem evacuação imediata. Segundo o órgão, no caso da tempestade do dia 27, o disparo do alerta poderia causar pânico, já que o volume de chuva superou as previsões.
Segundo a Defesa Civil Municipal, cerca de 200 famílias foram impactadas por alagamentos e enxurradas. Não houve registro de vítimas, apenas danos materiais. Dados do pluviômetro automático instalado na parte alta da cidade indicam que a precipitação ultrapassou 106 milímetros em aproximadamente 50 minutos.
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