Política
Reinaldo defende a dragagem do Rio Paraguai e retomada da ferrovia
A avaliação é do ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, para quem ferrovias e hidrovias precisam voltar ao centro da agenda nacional.
Qui, 13 Agosto de 2026 | Fonte: Assessoria de Imprensa

O próximo governo federal terá pela frente um desafio logístico de proporções continentais: dar conta do escoamento da produção agroindustrial brasileira, que cresce ano após ano e não pode continuar refém das rodovias, hoje perigosas e onerosas diante do crescente volume de veículos em tráfego. A avaliação é do ex-governador e candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, para quem ferrovias e hidrovias precisam voltar ao centro da agenda nacional.
Para dimensionar a urgência, Reinaldo usa o exemplo de Mato Grosso do Sul, Estado que dobrou sua produção em apenas dez anos e que escoa grãos, animais e minérios praticamente na base do caminhão. "É inconcebível um Estado que produz tanto, que dobrou sua produção em dez anos, transportar tudo em caminhões", afirma.
Parte da solução, segundo Reinaldo, está no leito do Rio Paraguai, que possui mais de mil quilômetros de extensão e poderia se tornar um poderoso corredor de transporte fluvial. Para isso, porém, o governo federal precisaria alocar recursos para a dragagem de pelo menos três trechos críticos que hoje impedem a operação plena da hidrovia. Um desses pontos é o chamado Passo do Jacaré, na passagem da ponte ferroviária, no distrito de Porto Esperança, em Corumbá. No local, é preciso dragar para retificar o canal, que sofreu assoreamento e mudou seu curso, dificultando a passagem dos comboios pelo vão central da ponte — uma reivindicação antiga dos operadores da hidrovia.
Reinaldo lembra que a hidrovia é questão estratégica para Corumbá. A cidade, que produzia 4 milhões de toneladas de minério, hoje exporta 12 milhões e pode chegar a 30 milhões de toneladas. "Hoje esse minério é transportado pela BR-262, que está sendo destruída. Precisamos sair pelo Rio Paraguai. O que falta? A dragagem de três pontos. Estamos falando de impacto ambiental e de intervenções necessárias para garantir uma hidrovia perene, que funcione durante os 12 meses do ano", afirma.
Além de baratear o transporte das riquezas de Corumbá, o funcionamento pleno da hidrovia tiraria cerca de mil carretas por dia da BR-262, tornando a estrada mais segura para os demais veículos e preservando a fauna pantaneira, frequentemente vitimada por veículos pesados. No modal ferroviário, o candidato defende a retomada da Malha Oeste. "A Malha Oeste precisa ser revitalizada e voltar a funcionar", destaca.
A conjunção dos dois modais teria efeito direto no bolso do produtor e na competitividade do país. "Além da questão da segurança, com a retirada de muitos caminhões das rodovias por conta da hidrovia e da ferrovia, o valor do frete cairia significativamente, melhorando ainda mais a competitividade dos nossos produtos, tanto no mercado nacional quanto no internacional", explica.
O problema, porém, não é exclusivo de Mato Grosso do Sul. O Brasil ainda concentra cerca de dois terços do transporte de cargas nas rodovias, enquanto ferrovias e hidrovias — modais mais baratos e eficientes para longas distâncias e grandes volumes — seguem subutilizadas, num descompasso com os principais concorrentes do agronegócio mundial. Para Reinaldo, investir na recuperação da malha ferroviária e na dragagem dos rios é uma agenda de desenvolvimento nacional: reduz o chamado custo Brasil, fortalece a produção e gera empregos. "É uma política de Estado, que precisa de recursos e planejamento de longo prazo, e não de ações pontuais de governo", resume.
Conhecedor profundo da realidade dos 79 municípios sul-mato-grossenses — e tendo comandado o Estado por oito anos com foco em gestão eficiente e desenvolvimento regional —, Reinaldo Azambuja defende que o Governo Federal paute a recuperação da infraestrutura logística como prioridade, condição essencial para garantir desenvolvimento, emprego e renda às famílias. Para ele, o Brasil que produz precisa, antes de tudo, de caminhos para escoar o que planta e o que extrai.
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