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Vereador Jovan cobra providências contra poluição atmosférica e sonora gerada por empresa na cidade

Jovan diz que é preciso fiscalizar e adotar medidas necessárias.

Ter, 02 Junho de 2026 | Fonte: Assessoria de Imprensa


Vereador Jovan cobra providências contra poluição atmosférica e sonora gerada por empresa na cidade
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Após denúncias de moradores dos bairros Maria Leite e Universitário, o vereador Jovan Temeljkovitch acionou as autoridades competentes cobrando fiscalização e providências imediatas em relação a emissão de poeira, fuligem e ruído gerados pelas atividades da Votorantim Cimentos S.A., em Corumbá.

A solicitação foi direcionada ao prefeito Gabriel Alves de Oliveira e a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, alertando para os impactos ambientais e os riscos à saúde, já que a inalação de partículas afeta os sistemas respiratório e cardiovascular, enquanto o excesso de ruído pode provocar perda auditiva, ansiedade e estresse.

No requerimento apresentado na sessão de ontem, Jovan pediu à Fundação informações sobre denúncias, reclamações e processos administrativos relacionados à emissão de poeira, material particulado e poluição sonora provocados pela empresa nos últimos cinco anos, além de um relatório com as providências adotadas em cada caso.

Vereador Jovan cobra providências contra poluição atmosférica e sonora gerada por empresa na cidadeO parlamentar também quer saber se houve fiscalizações ambientais no empreendimento nos últimos três anos, com detalhamento das datas, resultados das inspeções, notificações, autuações, recomendações técnicas e eventuais termos de ajustamento, além da existência de relatórios sobre qualidade do ar, emissões atmosféricas e níveis de ruído.

Ele ainda questiona se a Fundação possui estudos sobre os impactos do pó de cimento, do pó de clínquer e de outros particulados na região, se já houve fiscalização específica sobre filtros, sistemas de captação, silos, correias transportadoras e demais dispositivos de controle ambiental, e se existe monitoramento do ruído gerado pelo transporte de clínquer sobre trilhos e por outros equipamentos industriais, especialmente no período noturno.

Segundo relatos apresentados no requerimento, os moradores convivem há anos com a dispersão de material particulado gerado nas etapas de produção, armazenamento e movimentação de cimento e clínquer. Além disso, a poeira alcança casas, telhados, veículos, calçadas, quintais e vias públicas, causando transtornos diários, danos à conservação dos imóveis e preocupação com a saúde pública, sobretudo de crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou alérgicas.

“As manifestações apontam ainda que a intensidade das emissões aparenta aumentar durante o período noturno, sobretudo nos momentos de abastecimento e enchimento dos silos de armazenamento, circunstância que exige verificação técnica sobre a eficiência dos sistemas de filtragem, captação e controle de emissões atmosféricas utilizados pela empresa”, acrescentou.

“Dessa forma, considerando que as atividades industriais desenvolvidas pela empresa têm potencial para gerar emissões atmosféricas e sonoras capazes de impactar diretamente a população residente no entorno do empreendimento, mostra-se legítima e necessária a atuação da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal para apurar os fatos, realizar fiscalização técnica, promover monitoramento ambiental e adotar as providências administrativas cabíveis”, cobrou.

Correio de Corumbá

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