Saúde
Avanços na assistência fazem Baixo Pantanal de MS zerar óbito materno e reduzir mortalidade infantil
Sex, 06 Março de 2026 | Fonte: André Lima/Comunicação SES

Resultados históricos foram obtidos após fortalecimento da rede de cuidado na região, por meio do PlanificaSUS
A Região do Baixo Pantanal registrou um marco histórico ao zerar os óbitos maternos no período analisado pelo 3º RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) de 2025. O resultado reforça o impacto das ações de qualificação da assistência pré-natal, do fortalecimento da APS (Atenção Primária à Saúde) e da organização da rede regional de atendimento.
O Baixo Pantanal integra a Macrorregião Centro e é composta por 12 municípios: Anastácio, Aquidauana, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caracol, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Maracaju, Nioaque e Porto Murtinho. Juntos, somam uma população estimada em mais de 245 mil habitantes, conforme o Plano Diretor de Regionalização do Estado.
A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destaca que o indicador é reflexo direto do trabalho integrado entre Estado e municípios. “Zerar o óbito materno em uma região demonstra que a rede está funcionando, com pré-natal qualificado, identificação de risco em tempo oportuno e fluxo assistencial organizado. É um resultado que mostra a importância de uma Atenção Primária estruturada e articulada com os demais níveis de atenção”, afirmou.
Além do avanço na saúde materna, a região também apresentou redução na taxa de mortalidade infantil, consolidando uma tendência de melhoria nos indicadores e maior resolutividade no cuidado às gestantes e recém-nascidos.
Queda regional e fortalecimento da assistência
A redução da mortalidade infantil no Baixo Pantanal reflete investimentos no acompanhamento pré-natal, na qualificação das equipes e na ampliação do acesso aos serviços. O monitoramento contínuo dos indicadores tem permitido intervenções mais rápidas, especialmente nos casos de maior risco.
Estratégia ampliada para diagnóstico precoce
Dentro da linha de cuidado materno e infantil, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) também tem direcionado esforços para o fortalecimento do diagnóstico e do cuidado às crianças com anomalias congênitas, especialmente nos primeiros dias de vida.
Os dados apontam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre 0 e 6 dias, período considerado decisivo para intervenções oportunas. Por isso, a ampliação da triagem neonatal e a qualificação da assistência especializada têm sido prioridades da gestão estadual.
Para a coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, Renata Meireles, o enfrentamento desse cenário passa pelo aprimoramento contínuo da linha de cuidado materno e infantil. “Os avanços mostram que estamos no caminho certo, mas os óbitos por anomalias congênitas exigem atenção permanente. Precisamos ampliar o diagnóstico precoce, especialmente das cardiopatias congênitas, e fortalecer a triagem neonatal para garantir encaminhamento rápido e tratamento oportuno”, destacou.
Foco em cardiopatias congênitas e triagem neonatal
Diante desse contexto, a SES tem intensificado ações voltadas ao diagnóstico e tratamento precoce das cardiopatias congênitas, uma das principais causas de morte neonatal.
O fortalecimento da triagem neonatal e a qualificação da assistência nos primeiros dias de vida são estratégias centrais para reduzir óbitos evitáveis e consolidar os avanços já alcançados na região do Baixo Pantanal.
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