Agronegócio
MST inicia Jornada em defesa da reforma agrária popular e da soberania nacional
Durante a Semana Camponesa, Sem Terra reivindicam direitos frente ao assentamento de apenas 3.353 famílias no terceiro mandato de Lula.
Seg, 21 Julho de 2025 | Fonte: Assessoria de Comunicação

Na semana do Dia Internacional da Agricultura Familiar, celebrado no próximo dia 25 de julho, o MST realiza a Jornada da Semana Camponesa, com um conjunto de mobilizações em nível nacional com o lema “Para o Brasil alimentar, Reforma Agrária Popular!”. O objetivo é estabelecer diálogo com o Governo Lula para o avanço das políticas de Reforma Agrária, considerando que apenas 3.353 famílias foram assentadas no atual governo.
Ao todo, para além do MST, são mais de 122 mil famílias cadastradas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), organizadas em 1.250 acampamentos em todo o país, que precisam de terra para trabalhar e viver. Do Movimento Sem Terra são cerca de 400 mil famílias assentadas que seguem à espera de políticas públicas que existem, mas que não chegam à base, para melhorar a produção de alimentos e o desenvolvimento dos assentamentos.
“Com essa jornada unificada, em nível nacional queremos demonstrar para o governo, primeiro o nosso descontentamento e reivindicar que o governo coloque recurso e estrutura para ampliar a sua capacidade de fazer a Reforma Agrária e assentar as 65.000 famílias acampadas, que é o compromisso de Lula de assentar durante o seu governo”, explica Jaime Amorim, da direção nacional do MST.
Além da necessidade urgente de desapropriação de terras para a criação de novos assentamentos, as famílias Sem Terra cobram um conjunto de ações que foram colocadas como metas do Governo Federal, como o fomento à agricultura familiar, acesso à moradia e educação do campo.
“Nossa principal demanda é a desapropriação de terras para a Reforma Agrária, mas também garantir a desburocratização dos créditos. É necessário que a gente amplie nossa capacidade de produção nos assentamentos e temos uma série de questões de assentamentos criados, que até agora o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] não conseguiu assentar as famílias”, destaca Amorim.
O dirigente menciona que o MST considera a divulgação dos números de assentamentos do governo Lula distorcida, pois a regularização de famílias em assentamentos criados anteriormente, em quilombolas e de áreas de ribeirinha são contabilizadas como novos assentamentos, o que não corresponde à realidade. Ao mesmo tempo, quando não são adquiridas novas áreas para desapropriação e criação de assentamentos novos, o governo federal não enfrenta o latifúndio, a concentração de terras e a desigualdade fundiária no Brasil.
A partir da mobilização o Movimento busca destravar a paralisação das políticas de Reforma Agrária junto ao Governo Lula e estabelecer novas negociações para reprogramar essas políticas a partir de 2026, onde haja orçamento suficiente para a execução das metas estipuladas pelo governo até o fim de seu mandato.
Nesta jornada, as pautas dos MST se concentram em quatro eixos:
1. Democratização da terra e criação de novos assentamentos: com a efetivação de assentamentos em áreas já criadas e de uma política efetiva de criação de assentamentos;
2. Teto e crédito: liberação de políticas públicas massivas para avançar na produção de alimentos e no desenvolvimento dos assentamentos, pois muitos assentamentos antigos ainda não receberam créditos básicos para a instalação das famílias na terra;
3. Educação do Campo: políticas públicas para o desenvolvimento humano das famílias camponesas, a partir do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), que necessita de ampliação no orçamento para que milhares de jovens tenham condições de realizar um curso superior;
4. Reforma Agrária como política fundamental na defesa da soberania nacional: garantindo a defesa das terras do país, em contraposição ao agronegócio entreguista, golpista e antipatriótico, bem como contra a ofensiva imperialista dos Estados Unidos no país.
Em meio às demandas do Movimento, foi lançada uma carta à sociedade, onde também é manifesto o repúdio aos retrocessos impostos pelo Congresso Nacional, como o chamado “PL da devastação” e outras propostas que criminalizam os Movimentos Populares, além de denunciar a especulação do capital nas áreas de assentamentos, e as ameaças do imperialismo americano frente à soberania nacional.
Confira a carta à sociedade lançada pelo MST:
Veja Também
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira (30), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, com R$ 89 bilhões para crédito rura...
A produtora Rosa de Lima Oliveira, moradora do Assentamento Taquaral, está implantando uma agroindústria de queijo em sua propriedade, como parte de um proje...
A Superintendência Estadual do Banco do Brasil anunciou, na manhã dessa terça-feira (15), o aporte de R$ 230 bilhões para financiar o Plano Safra 2025/2026, ...
Dados parciais de 2025 mostram que os agricultores familiares de Mato Grosso do Sul já comercializaram mais de R$ 5,1 milhões por meio de políticas públicas ...
Últimas Notícias
- 03 de Junho de 2026 Cidade Dom Bosco promove concurso de tapetes de Corpus Christi com jovens da Família Salesiana em Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Prefeitura convoca professores aprovados em Processo Simplificado para reforçar a REME
- 03 de Junho de 2026 Concurso de Andores do São João de Ladário 2026 abre inscrições com premiação de até R$ 3 mil
- 03 de Junho de 2026 Américo Calheiros lança o livro “Suicígena” na próxima terça-feira
- 03 de Junho de 2026 Romaria do Cerrado e Pantanal reúne povos em defesa das águas e dos territórios em Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Com valor inicial reduzido em um terço, propriedade em Bonito (MS) vai a novo leilão
- 03 de Junho de 2026 Fundação de Cultura lança edital para seleção de projetos de Festividades Culturais Populares e Tradicionais
- 03 de Junho de 2026 Cia Infanto-Juvenil do Moinho Cultural promove vaquinha para participar do Prêmio Onça Pintada, em Campo Grande
- 03 de Junho de 2026 Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro
- 03 de Junho de 2026 Caminhoneiro que saiu de Corumbá com 583 quilos de drogas foi detido pela PRF na BR-262
- 03 de Junho de 2026 Prefeitura empossa Conselho Fiscal do FUNPREV para mandato 2026/2027 em Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Decreto de emergência ambiental reforça preparação do Governo de MS para enfrentamento a incêndios florestais
- 03 de Junho de 2026 Edital de Convocação para Audiência Pública de apresentação do RIMA de Expansão do Terminal Privativo Gregório Curvo da Lhg Mining
- 03 de Junho de 2026 Mato Grosso do Sul tem 27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida
- 03 de Junho de 2026 Banho de São João terá shows, concursos culturais e celebração da tradição de Corumbá
Carta à sociedade - MST