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Artista plástico corumbaense é espancado em bar e estado de saúde é delicado

Jonir Figueiredo está com coágulo no cérebro por conta das agressões e amigos pedem ajuda para cirurgia

Dom, 15 Janeiro de 2023 | Fonte: Dayene Paz/CAMPO GRANDE NEWS


Artista plástico corumbaense é espancado em bar e estado de saúde é delicado
Desenhista, gravador, performer, pintor e produtor cultural, Jonir Figueiredo. (Foto: Divulgação)

O artista plástico Jonir Benedito de Figueiredo, de 71 anos, conhecido por retratar o Pantanal em suas telas, está internado em estado delicado na Santa Casa de Campo Grande, vítima de espancamento em um bar da Vila Planalto. O crime ocorreu na semana no Natal, mas só foi divulgado devido ao estado de saúde de Jonir e pedido de ajuda financeira feito por amigos. 

As agressões ocorreram na noite do dia 20 de dezembro do ano passado. Jonir estava em um bar na Rua Antônio Maria Coelho, quando, após discussão com o namorado de uma amiga, foi espancado, principalmente na cabeça. O artista plástico foi deixado ferido na calçada pelo agressor, mas não quis chamar a polícia e, como o celular estragou na confusão, colegas chamaram motorista de aplicativo.

Informações são de que pessoas que o conhecem no bar pediram para que ele fosse ao hospital, mas ele se negou e seguiu para casa. 

No dia seguinte, o artista plástico foi visto na Fundação de Cultura. "Encontrei o Jonir no dia seguinte, na garagem da Fundação de Cultura. Ele estava sentado, com óculos escuro, e quando falei com ele me perguntou 'quem é?'. Quando ele tirou o óculos, o olho estava muito inchado e ele falou que não estava enxergando", conta a cineasta e amiga da vítima, Marinete Pinheiro. 

Na ocasião, Jonir se limitou a dizer o que havia ocorrido. "Ele disse 'me bateram ontem', mas não quis comentar quem foi. Falou que chutaram bastante a cabeça e o estômago", comenta. Em seguida, o artista afirmou que estava esperando carona para ir embora, pois não estava se sentindo bem.

Cerca de três dias depois, Jonir foi encontrado inconsciente em sua residência, no Bairro Amambaí, com vários ferimentos. Ele chegou a ser levado ao Hospital Evangélico e agora está internado na Santa Casa da Capital.

Marinete afirma que o Fórum de Cultura está acompanhando a situação. "Ele chora muito, não quer contar sobre o ocorrido, está traumatizado e abalado", afirma Marinete. 

Os amigos relatam que o estado de saúde é delicado e inspira cuidados. Como não tem plano de saúde, amigos pedem ajuda por PIX para arcar com a realização de uma cirurgia por causa de um coágulo no cérebro. O PIX é o CPF: 10388109149 - Jonir Benedito de Figueiredo. 

Ainda, conforme apurado pela reportagem do Campo Grande News, um boletim de ocorrência de desaparecimento foi registrado por uma familiar durante os dias que Jonir sumiu. Em outro boletim registrado pela vítima, no dia 29 de dezembro, discorre que a violência foi cometida pelo namorado de uma amiga e o motivo seria ciúmes. Esse registro foi feito na Depac/Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

Artista - Natural de Corumbá-MS, Jonir Figueiredo é bacharel em educação artística pela faculdade Unidas de Marília-SP. Tem uma trajetória na arte há 40 anos. Sua temática está sempre calçada na iconografia pantaneira, usando diversas técnicas sendo premiado em diversos salões de arte em Mato Grosso do Sul e pelo Brasil.

Desenhista, gravador, performer, pintor e produtor cultural, Jonir Figueiredo iniciou sua carreira nos anos 1970 e após uma década de intensa produção consolidou-se como artista com a série de obras conhecida como fase Jacarés que configurou fortemente a preocupação ambiental em seu processo criativo.

Em 1977, com a criação de Mato Grosso do Sul, a busca por uma identidade cultural própria do recém-formado estado inspirou a formação do Movimento Cultural Guaicuru, coletivo artístico do qual foi um dos idealizadores, fundadores e membro bastante ativo. Nos anos 2000, igualmente, teve extensa e significativa participação no cenário de desenvolvimento e popularização das artes visuais.

O artista é considerado um dos mais produtivos da chamada “geração da divisão”, utiliza sua arte há 50 anos para relatar as várias mudanças políticas e sociais ocorridas no território sul-mato-grossense. Grande parte desse percurso criativo está registrado no livro “Jonir: uma trajetória de vida construída com arte”.

Expôs seus trabalhos em vários estados brasileiros e mundo afora, como no Mercosul, Japão, em  cinco cidades da  União Soviética, Europa e  na ONU em Nova York. O artista está sempre em constante atividade, é citado em vários livros sobre arte e cultura do Estado e do centro-oeste. 

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