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Coreografias do Moinho Cultural brilham no Prêmio Onça Pintada com premiações em contemporâneo e clássico

Participantes da Cia Juvenil garantem 2º lugar com a coreografia contemporânea “YBYTU”, 3º lugar com o pas-de-deux clássico “Pássaro Azul”.

Ter, 24 Junho de 2025 | Fonte: Assessoria de Imprensa


Coreografias do Moinho Cultural brilham no Prêmio Onça Pintada com premiações em contemporâneo e clássico

O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano retorna de Campo Grande com troféus, indicações e, principalmente, gratidão. Durante o Prêmio Onça Pintada — maior festival de dança de Mato Grosso do Sul — a Cia Juvenil do Moinho conquistou o segundo lugar na mostra competitiva de dança contemporânea com a coreografia “YBYTU” e garantiu o terceiro lugar com o Pas de Deux de balé clássico de repertório “Pássaro Azul”, interpretado por Ana Michelle e seu parceiro Marcos Vinícius.

Essa foi a primeira vez que o grupo participou de uma competição, tornando as conquistas ainda mais significativas. A diretora do Instituto, Márcia Rolon, reforça que o foco da participação vai além dos prêmios. 

“Em Corumbá, não contamos com um teatro, o que limita o intercâmbio de saberes. Por isso, a proposta de levar os participantes ao Prêmio Onça Pintada é oferecer a eles a oportunidade de conhecer outros grupos, diferentes bailarinos e estilos, ampliando seus horizontes e alimentando sonhos. Participar desse evento é também um grande teste emocional — e, para isso, contamos com o apoio de uma equipe formada por psicólogos, além dos núcleos social e cultural. É uma vivência que fortalece, traz segurança, eleva a autoestima e gera aprendizados valiosos”, destacou Márcia.

A coreografia “YBYTU”, assinada por Kelven Alex, trouxe ao palco a energia do vento em movimento. Inspirada na palavra tupi-guarani que significa “vento”, a obra transformou a ancestralidade em força, evocando a resistência e potência dos corpos em cena. “A gente vem treinando essa coreografia desde o ano passado. Foi gratificante levá-la para o festival e ver nossas alunas conquistando esse reconhecimento”, disse Kelven.

Coreografias do Moinho Cultural brilham no Prêmio Onça Pintada com premiações em contemporâneo e clássico

Outro nome presente foi Marcos Souza, vencedor do prêmio de Melhor Bailarino em 2024. Este ano, ele voltou ao evento como convidado, apresentando dois solos: uma variação clássica na abertura da segunda sessão do dia 19, e um solo contemporâneo de sua própria autoria na abertura das apresentações do dia 20. “Está sendo uma experiência incrível. Sou muito grato ao Moinho, à Márcia e a toda equipe. Estou amando tudo isso”, compartilhou.

Com 16 integrantes da Cia Juvenil, três professores acompanhantes e apoio da Andorinha e da LHG, o Moinho participou das categorias Conjunto Júnior (dança contemporânea) e Duo de Ballet Clássico Júnior, com os repertórios “Pássaro Azul” e “O Corsário”.

Ana Michelle, que brilhou na coreografia “Pássaro Azul”, compartilhou a emoção de conquistar o pódio. “Minha experiência foi incrível! Fiquei muito feliz de ter participado do pódio representando a instituição que amo e que sempre me apoia com os meus sonhos. Tive muitos aprendizados nesse festival e estou imensamente grata pela confiança que o Moinho depositou em mim”, falou Ana.

Para a coordenadora de dança do Moinho Cultural, Aline Espírito Santo,  acompanhar os alunos conquistando novos espaços é motivo de grande orgulho. “É ainda mais gratificante quando se trata de jovens que vêm de uma cidade do interior, de uma fronteira periférica, distante dos grandes centros, onde o acesso a oportunidades é mais limitado. Eles chegaram até aqui com disciplina, responsabilidade e muita dedicação”, afirmou.

Correio de Corumbá

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