Cultura
Marquês traz África de glórias, cores, ritmos e ancestralidade para a General Rondon
A escola transformou a passarela do samba em um grande palco de celebração às raízes africanas que moldaram a identidade do Brasil.
Ter, 17 Fevereiro de 2026 | Fonte: Da Assessoria

A Marquês de Sapucaí emocionou o público ao cruzar a avenida no Carnaval 2026 com um desfile vibrante e carregado de significado. Com o enredo “Herança Africana – A diversidade de um continente pluricultural na cultura brasileira”, a escola transformou a passarela do samba em um grande palco de celebração às raízes africanas que moldaram a identidade do Brasil. Sob a assinatura do carnavalesco Kiro Panovitch, a agremiação apresentou uma África de glórias, cores, ritmos e ancestralidade.
Logo na comissão de frente, “Kizomba – A festa de uma raça”, a escola apresentou o espírito de confraternização e resistência do povo africano. O primeiro casal, representando Zumbi dos Palmares e Dandara, reforçou o símbolo de luta e liberdade que ecoou ao longo de todo o desfile. Com 18 alas, quatro alegorias e cerca de 550 componentes, a Marquês mostrou organização e riqueza estética em cada detalhe.
A bateria “O Afoxé”, com 70 ritmistas, embalou a avenida ao som do ijexá, exaltando as tradições de matriz africana. A rainha brilhou com fantasia luxuosa, enquanto alas temáticas homenagearam orixás como Exu, Ogum, Iemanjá, Xangô, Oxum e Oxalá, traduzindo em cores, tecidos e materiais sustentáveis a força espiritual e cultural do continente africano. Cada setor reforçou a presença da religiosidade, da arte e da resistência como pilares da formação brasileira.
A culinária afro-brasileira também ganhou destaque na Ala das Baianas, que exaltou sabores como o acarajé e o calulu, além de lembrar ingredientes trazidos pelas mulheres negras durante o período colonial. Manifestações culturais como capoeira, congada, maracatu e bumba meu boi completaram a narrativa, mostrando como a herança africana se perpetuou nas festas populares e no cotidiano do país.
No grandioso encerramento, a alegoria “Suas Majestades: o Samba e o Carnaval” reafirmou que o ritmo símbolo da maior festa popular brasileira tem raízes nos batuques africanos. Multicolorida e festiva, a última imagem deixou clara a mensagem da escola: a cultura brasileira é profundamente marcada pela ancestralidade africana.
A Marquês de Sapucaí encerrou sua apresentação celebrando a diversidade, a resistência e o orgulho de uma herança que pulsa forte no coração de Corumbá.
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