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Agosto Lilás: projeto usa gibis e atividades educativas para abordar prevenção à violência contra a mulher
Materiais apresentam a história de Flora e foram desenvolvidos para utilização em escolas, casas de acolhimento e delegacias.
Qui, 27 Agosto de 2026 | Fonte: Laureane Schimidt/assessoria de imprensa
Em meio às ações do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, um projeto desenvolvido por Fernanda de Oliveira aposta na educação como caminho para ajudar crianças e adolescentes a reconhecer situações de violência e compreender a importância de romper ciclos que podem atravessar gerações. Os gibis “Flora e o Novelo do Silêncio” e “Flora e o Fio da Liberdade” abordam o tema por meio de uma linguagem visual e narrativa voltada ao público jovem.
A história acompanha Flora, uma adolescente que cresce convivendo com diferentes manifestações de violência dentro de casa e passa a perceber como comportamentos abusivos podem se repetir em outros relacionamentos. Em “Flora e o Novelo do Silêncio”, situações de ameaças, humilhações, controle, agressões e pedidos de perdão ajudam a apresentar o ciclo da violência e seus impactos na vida de quem cresce nesse ambiente. A narrativa também aborda como meninos podem aprender e reproduzir modelos violentos de masculinidade.
Já em “Flora e o Fio da Liberdade”, a personagem começa a compreender que a violência não precisa determinar sua história. O gibi aborda a importância da informação, da rede de proteção e da busca por ajuda, além de apresentar situações em que escola, profissionais especializados e órgãos de atendimento podem contribuir para interromper o ciclo de violência. A história reforça ainda mensagens como “amor não dói” e “quem ama, cuida”.
Além dos gibis, o projeto conta com caderno de atividades, manual do professor e jogos, formando um conjunto de recursos que permite aprofundar a discussão de maneira orientada e adequada a diferentes contextos. O material foi desenvolvido para ser trabalhado em escolas, casas de acolhimento e delegacias, ampliando as possibilidades de utilização tanto em ações educativas quanto em espaços de proteção e atendimento.
Para Fernanda Fialho, levar o assunto para espaços frequentados por crianças e adolescentes é também uma forma de prevenção.
“Falar sobre violência também é uma forma de prevenção. Quando crianças e adolescentes aprendem a reconhecer comportamentos abusivos, entendem que violência não é demonstração de amor e sabem onde buscar ajuda, estamos contribuindo para romper ciclos que muitas vezes atravessam gerações. A proposta desses materiais é justamente criar esse diálogo de forma acessível, educativa e adequada a esse público”, destaca Fernanda.
A produção dos materiais reuniu diferentes profissionais, sob autoria de Fernanda de Oliveira e coordenação da psicóloga Andreza Gazal. As ilustrações são de Guilherme Silveira, com projeto gráfico e diagramação do Supimpa Estúdio Criativo. A capa foi desenvolvida por Wanick Corrêa e Guilherme Silveira.
A proposta ganha ainda mais relevância durante o Agosto Lilás ao ampliar a discussão para além da orientação às mulheres adultas. Ao falar sobre respeito, relacionamentos saudáveis, sinais de violência e redes de apoio desde a infância e a adolescência, o projeto busca contribuir para que novas gerações consigam identificar comportamentos abusivos e compreendam que a violência não deve ser naturalizada.
Sobre a autora
Fernanda de Oliveira é doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Fármacos e Medicamentos e pós-graduada em Gestão Estratégica de Negócios pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Está cursando medicina, atua como professora de pós-graduação e é fundadora e idealizadora do Programa de Educação em Saúde para Crianças – Turminha do Bem, dedicado à criação de materiais educativos, formações docentes e metodologias voltadas à educação socioemocional e à promoção do desenvolvimento integral da criança.
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