Geral
Escassez de mecânicos de aeronaves impulsiona formação e contratações no país
Com alta demanda global e déficit de profissionais qualificados, carreira na manutenção aeronáutica ganha força no país e abre oportunidades para jovens, mulheres e profissionais 50+.
Seg, 25 Maio de 2026 | Fonte: Assessoria de Comunicação
A expansão do setor aéreo global tem aumentado a demanda por profissionais especializados na manutenção de aeronaves. Com companhias aéreas ampliando operações, renovando frotas e retomando rotas internacionais, a procura por mecânicos de manutenção aeronáutica cresceu no Brasil e passou a abrir novas oportunidades de carreira em um segmento ainda pouco conhecido do grande público.
Segundo projeções da Boeing, a aviação comercial deverá demandar 2,37 milhões de novos profissionais até 2044. Desse total, cerca de 710 mil vagas serão destinadas a técnicos de manutenção aeronáutica — profissionais responsáveis por garantir segurança operacional, inspeções técnicas e a disponibilidade das aeronaves.
Na América Latina, a expectativa é de que o setor precise de aproximadamente 42 mil novos técnicos nas próximas décadas, acompanhando o crescimento do tráfego aéreo e a expansão das companhias na região.
No Brasil, o movimento já começa a ser sentido pelas escolas de formação e pelas empresas do setor. A busca por cursos técnicos ligados à aviação aumentou nos últimos anos, impulsionada pela alta empregabilidade e pela necessidade de mão de obra qualificada.
“O mercado vive uma falta significativa de profissionais técnicos. Hoje, muitas empresas enfrentam dificuldades para ampliar operações porque não encontram equipes suficientes para atender a demanda”, afirma Lito Sousa, fundador da Lito Academy.
Criada durante a pandemia, a Lito Academy surgiu com foco na formação de profissionais da aviação e hoje atua na capacitação de mecânicos, comissários e outros profissionais do setor. Segundo a empresa, a instituição forma cerca de 2000 mecânicos por ano e registra índice de empregabilidade de aproximadamente 70%.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o Brasil possui cerca de 15 mil mecânicos de manutenção aeronáutica registrados na ANAC. Apesar do número, a demanda do setor continua elevada. Outro dado que chama atenção é a baixa participação feminina na profissão. Hoje, apenas 835 mulheres atuam como mecânicas de manutenção aeronáutica no Brasil.
“A aviação técnica ainda é vista como um ambiente predominantemente masculino, mas isso vem mudando. As empresas têm buscado profissionais cada vez mais diversos e qualificados, colocando inclusive vagas positivas para diminuir essa diferença”, diz Lito.
Para atuar na área, é necessário concluir um curso homologado pela Anac, com duração média de dois anos. A formação inclui especializações em Célula, Grupo Motopropulsor (GMP) e Aviônicos, áreas responsáveis pela estrutura física da aeronave, motores e sistemas eletrônicos.
Além da formação técnica, a Lito Academy aposta em um modelo que aproxima os alunos do mercado ainda durante o curso. Por meio de parcerias com companhias aéreas e oficinas homologadas, muitos estudantes conseguem ingressar em estágios remunerados já nos primeiros meses de formação, iniciando antecipadamente a experiência prática exigida pela Anac para obtenção da licença definitiva de atuação.
Embora a carreira de piloto concentre maior visibilidade, a manutenção aeronáutica tem se destacado pela rápida inserção no mercado. Segundo a Lito Academy, a proximidade com empresas do setor tem facilitado o acesso dos estudantes às primeiras oportunidades profissionais ainda durante a formação.
“Os aviões no futuro poderão voar sem pilotos, mas sempre precisarão de mecânicos para consertar a máquina. É uma profissão que deve sobreviver à nova era da aviação”, afirma Lito Sousa.
A remuneração também chama atenção. Dependendo da especialização, do domínio do inglês e do tempo de experiência, os salários podem variar de R$ 3 mil em posições iniciais até mais de R$20 mil em cargos mais sêniores em companhias aéreas internacionais que operam no Brasil. O setor também registra alta demanda de profissionais brasileiros no exterior, especialmente em países como Canadá, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos.
O setor também passou a atrair profissionais em transição de carreira e pessoas acima dos 50 anos, movimento que ganhou força após a pandemia. Segundo a Lito Academy, mais de 15% dos alunos com 50+ anos buscaram formação em manutenção aeronáutica na escola desde 2020.
Sobre Lito Group
Fundado por Lito Sousa e Mila Seidl, o Lito Group é um ecossistema de negócios voltado ao setor aeronáutico que reúne verticais de conteúdo, educação e projetos ligados à cultura de segurança operacional. O grupo é responsável pelo Aviões e Músicas, um dos maiores hubs de conteúdo de aviação do mundo, com mais de 6 milhões de seguidores nas redes sociais, além da Lito Aviation Academy, escola homologada pela ANAC voltada à formação de pilotos, mecânicos de aeronaves, comissários de bordo, engenheiros do ar e outros profissionais da aviação. A companhia também desenvolve treinamentos corporativos para empresas de diferentes setores, com foco em cultura de segurança, alta performance e gestão de equipes, além de palestras e cursos para passageiros com medo de voar. Saiba mais em: Lito Academy.
Sobre Lito Sousa
Lito Sousa é especialista em aviação, empresário e fundador do Lito Group. Criador do canal Aviões e Músicas (curiosidades, histórias e conteúdo para superar o medo de voar de avião), reúne uma comunidade de mais de 6 milhões de pessoas, somando YouTube e redes sociais, consolidando-se como uma das principais vozes da aviação no Brasil. Com mais de 40 anos de experiência no setor, atuou como mecânico e supervisor de voo em companhias como Varig, Transbrasil e United Airlines, além de ser piloto privado e especialista em fatores humanos. Também lidera a Lito Aviation Academy, escola homologada pela ANAC voltada à formação de profissionais da aviação.
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