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Itamaraty condena ataque a hospital e critica "padrão reiterado de violações" de Israel na Faixa de Gaza
Chancelaria do Brasil repudia bombardeio ao hospital Nasser, em Khan Younis, com ao menos 20 mortos, e cobra investigação independente da ONU.
Ter, 26 Agosto de 2025 | Fonte: Brasil 247
Em nota divulgada na noite de segunda-feira (25), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) condenou de forma veemente os bombardeios realizados por forças israelenses contra o hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza. Segundo o comunicado oficial, o ataque ocorrido em 25 de agosto provocou a morte de pelo menos 20 palestinos — entre eles jornalistas e trabalhadores humanitários — e deixou dezenas de feridos.
O Itamaraty enfatizou que hospitais e unidades médicas possuem proteção especial assegurada pelo Direito Internacional Humanitário. O ministério lembrou que ofensivas contra essas instalações “podem configurar crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra de 1949 e seus Protocolos Adicionais”, e afirmou que o bombardeio ao Nasser “soma-se a um padrão reiterado de violações perpetradas pelo governo de Israel contra a população palestina”. Para a chancelaria, a responsabilização é “condição essencial para evitar sua repetição e assegurar justiça às vítimas”.
O governo brasileiro também conclamou a comunidade internacional e os mecanismos competentes das Nações Unidas a viabilizarem uma investigação “independente, imparcial e transparente”, com o objetivo de garantir a devida apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. A avaliação do Itamaraty é que somente um processo robusto e isento poderá responder às exigências legais e humanitárias impostas pelo caso.
No comunicado, o Brasil voltou a pedir um cessar-fogo imediato em Gaza. Ao mesmo tempo, instou o governo de Israel a interromper ataques contra a população civil, a assegurar que jornalistas possam exercer o trabalho com liberdade e segurança e a suspender as restrições à entrada de profissionais da imprensa internacional e de ajuda humanitária no território.
A chancelaria ressaltou que a proteção de civis e de equipes médicas é princípio basilar do direito internacional e que violações desse tipo fragilizam ainda mais as perspectivas de estabilização na região. Ao reiterar o apelo por medidas urgentes, o governo brasileiro reforçou que a observância das normas humanitárias deve prevalecer, inclusive em contextos de conflito armado, para garantir a preservação de vidas e o acesso a assistência essencial.
Leia a nota:
Ataques israelenses contra hospital na Faixa de Gaza, Estado da Palestina
O governo brasileiro expressa firme condenação aos bombardeios de forças israelenses realizados em 25 de agosto contra o hospital Nasser, em Khan Younis, Sul da Faixa de Gaza, que provocaram a morte de ao menos 20 palestinos — incluindo jornalistas e trabalhadores humanitários — e o ferimento de outras dezenas de pessoas.
Hospitais e unidades médicas gozam de proteção especial pelo Direito Internacional Humanitário, e ataques a tais instalações podem configurar crimes de guerra, conforme as Convenções de Genebra de 1949 e seus Protocolos Adicionais. O bombardeio contra o hospital Nasser soma-se a um padrão reiterado de violações perpetradas pelo governo de Israel contra a população palestina. A responsabilização por tais atos é condição essencial para evitar sua repetição e assegurar justiça às vítimas.
O governo brasileiro conclama a comunidade internacional e os mecanismos competentes das Nações Unidas a assegurar a realização de investigação independente, imparcial e transparente, de forma a garantir a devida responsabilização pelos atos.
Ao reiterar apelo por cessar-fogo imediato, o Brasil insta o governo de Israel a interromper os ataques contra a população civil de Gaza, a assegurar aos jornalistas o direito de desempenhar livremente e em segurança seu trabalho e a levantar restrições vigentes à entrada de profissionais da imprensa internacional e de ajuda humanitária naquele território.
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