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Ataques israelenses em Gaza já mataram 238 jornalistas

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinos, mais de 500 jornalistas ficaram feridos desde o início da escalada do conflito, em 2023.

Seg, 11 Agosto de 2025 | Fonte: Brasil 247


O Sindicato dos Jornalistas Palestinos denunciou, nesta segunda-feira (11), que o número de jornalistas mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelense, em outubro de 2023, chegou a 238, segundo informações do vice-chefe da entidade, Tahsin al-Astal, à agência Sputnik. A atualização inclui seis profissionais mortos no ataque de Israel a uma tenda de imprensa em Gaza, neste domingo (10).

De acordo com a emissora Al-Jazeera, quatro de seus funcionários — entre eles o reconhecido repórter Anas al-Sharif — foram mortos quando as Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam uma tenda de jornalistas localizada perto de um hospital na cidade de Gaza. Posteriormente, a rede elevou para cinco o número de membros de sua equipe mortos na ofensiva.

As FDI reconheceram ter atacado al-Sharif, alegando que ele mantinha ligações com o movimento Hamas. Para Tahsin al-Astal, a ação representa “o assassinato criminoso de um grupo de jornalistas da emissora Al-Jazeera em Gaza” e “revela a verdadeira face deste Estado que atropela o direito internacional”.

O dirigente sindical destacou que mais de 500 jornalistas ficaram feridos desde o início da escalada e que a maioria dos profissionais de imprensa foi obrigada a abandonar suas casas, vivendo agora em tendas. Além disso, mais de 240 jornalistas deixaram o enclave palestino, muitos sob ameaça das autoridades israelenses.

“O sindicato dos jornalistas apelou ao TPI [Tribunal Penal Internacional] para que leve à justiça os responsáveis pelo assassinato de jornalistas na Faixa de Gaza, com os materiais relevantes para o TPI preparados”, afirmou al-Astal.

A atual escalada teve início em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas lançaram um ataque de foguetes contra Israel, invadindo áreas de fronteira, atacando civis e militares, e fazendo mais de 200 reféns. Cerca de 1.200 pessoas morreram do lado israelense.

Em resposta, as FDI iniciaram a Operação Espadas de Ferro, que incluiu ataques a alvos civis e um bloqueio total à Faixa de Gaza, interrompendo o fornecimento de água, energia, combustível, alimentos e medicamentos. Desde então, os combates — interrompidos apenas por cessar-fogos temporários — resultaram na morte de mais de 61 mil palestinos e cerca de 1.500 israelenses, e ampliaram-se para o Líbano e o Iêmen, além de provocarem troca de mísseis entre Israel e Irã.

Correio de Corumbá

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