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Meio Ambiente

Operação combate exploração ilegal de madeira em terra indígena no Pantanal

Ação integrada resultou na apreensão de mais de 500 peças de madeira nobre na Terra Indígena Kadiwéu.

Ter, 07 Abril de 2026 | Fonte: Assessoria de Comunicação do Ibama


Operação combate exploração ilegal de madeira em terra indígena no Pantanal
Um dos pontos vistoriados pela equipe de fiscalização dentro da TI Kadiwéu - Foto: Thiago Damião/Ibama

A operação conjunta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Militar Ambiental (PMA) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) resultou na apreensão, em flagrante, de 400 lascas e 118 postes de madeira nobre extraída ilegalmente na Terra Indígena Kadiwéu.

Localizada na região do Nabileque, no extremo sul do Pantanal, a Terra Indígena Kadiwéu possui cerca de 538 mil hectares e abriga aproximadamente 1,3 mil habitantes. A área tem sido alvo recorrente de exploração clandestina de madeira, com registros de operações semelhantes realizadas ao longo de 2023 e 2024 por órgãos federais e estaduais.

Próximo ao território indígena, encontra-se a Serra da Bodoquena, que concentra remanescentes de Mata Atlântica com espécies de elevado valor madeireiro, historicamente exploradas, como peroba, cedro, cerejeira e aroeira. Atualmente, segundo informações de agentes envolvidos na fiscalização, a maior parte do material apreendido na região é composta por lascas e palanques de aroeira e ipê, amplamente utilizados em propriedades rurais para cercas e estruturas de apoio, devido à sua alta resistência e durabilidade.

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Parte do material apreendido pelas autoridades – Foto: Thiago Damião/Ibama

Território sob pressão do desmatamento

A região oeste de Mato Grosso do Sul destaca-se como importante polo de turismo ecológico, reunindo rios de grande relevância paisagística, como o Sucuri, o da Prata, o Formoso, o Betione e o Salobra. Nesse contexto, o desmatamento ilegal representa uma ameaça significativa, com potencial para provocar o assoreamento de cursos d’água e causar danos ambientais severos na Serra da Bodoquena.

Diante desse cenário, a Superintendência do Ibama em MS (Supes/MS) tem intensificado as ações de fiscalização, com reforço de estrutura e efetivo, além de ampliar a articulação institucional para aprimorar a aplicação da legislação ambiental no estado, especialmente em ocorrências que envolvem a exploração ilegal de madeira em terras indígenas.

Destinação da madeira apreendida

Como em outras ocorrências, deverá ser adotado o procedimento de doação sumária do material apreendido, considerando o risco de deterioração. Conforme previsto no artigo 25 da Lei nº 9.605/1998, produtos e subprodutos florestais apreendidos podem ser avaliados e destinados a instituições públicas ou entidades de interesse social.

A Prefeitura de Bonito viabilizou a retirada da madeira apreendida da área de exploração. O material será encaminhado para depósito apropriado, onde permanecerá sob guarda até a definição de sua destinação final, conforme os procedimentos previstos na legislação ambiental vigente.

Correio de Corumbá

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