Meio Ambiente
Operação Pantanal 2025: CBMMS já formou 600 brigadistas e capacitou mais de 250 bombeiros militares
foram realizadas 18 ações de formação de brigadas, com 600 brigadistas voluntários habilitados, entre trabalhadores rurais, membros de comunidades locais no Pantanal.
Qui, 19 Junho de 2025 | Fonte: Assessoria de Comunicação

Atuando na Operação Pantanal 2025 há 169 dias, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) intensificou no primeiro semestre as ações de preparação e prevenção para a temporada de incêndios florestais.
Aproveitando as condições climáticas mais amenas nos primeiros meses do ano, a Corporação concentrou esforços principalmente na formação de brigadistas e no treinamento especializado de seus militares, resultando em 850 pessoas capacitadas.
No total, foram realizadas 18 ações de formação de brigadas, com 600 brigadistas voluntários habilitados, entre trabalhadores rurais, membros de comunidades locais no Pantanal e servidores públicos.

Uma dessas ações aconteceu entre os dias 12 e 13 de junho, no município de Coxim, ocasião em que foram capacitados 174 militares do Exército Brasileiro, integrantes do 47º Batalhão de Infantaria. O objetivo foi preparar os profissionais para apoio em ocorrências de incêndios florestais em todo o estado.
No campo da prevenção comunitária, as equipes realizaram palestras educativas e instruções em escolas e comunidades tradicionais, com foco no uso consciente do fogo. As iniciativas alcançaram mais de 410 pessoas em todo o estado.
Ainda na etapa de prevenção, o CBMMS realizou uma ação de queima prescrita no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, como parte das ações de Manejo Integrado do Fogo. O foco do trabalho foi reduzir o material combustível presente no solo e minimizar a possibilidade da ocorrência de grandes incêndios no local.

O subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental do CBMMS, Major Eduardo Rachid Teixeira, explica que a colaboração das brigadas é essencial para uma resposta inicial eficiente aos focos, funcionando como estratégia para reduzir a ocorrência de grandes incêndios.
“Estamos priorizando a formação de brigadas porque entendemos que quem realmente dá a primeira resposta em caso de incêndio florestal é o produtor, o trabalhador rural e as pessoas que residem nas áreas rurais dos municípios. No momento inicial do incêndio é onde há mais chance de sucesso na contenção do fogo. Por isso, precisamos desse apoio e precisamos que essas pessoas tenham o máximo de condições de combater esse fogo em sua fase inicial”, explica.
Ele destaca ainda que essa abordagem não exime o Corpo de Bombeiros Militar de realizar as ações de combate com o máximo de rapidez e agilidade. Ao contrário disso, aumenta a probabilidade de sucesso, possibilitando que as equipes cheguem a tempo para auxiliar no controle total dos focos de incêndio.
“O CBMMS reforça a sua responsabilidade em capacitar pessoas de acordo com as normas técnicas. Dessa forma, estamos valorizando a colaboração de toda a comunidade porque entendemos que a atuação em conjunto é essencial para garantir a melhor resposta possível. Nesse sentido, a sala de situação que realiza o monitoramento colabora com essas pessoas, já ao primeiro sinal de foco de incêndio, compartilhando informações importantes como dados de satélites, condições de vento e imagens atualizadas do terreno. Além disso, imediatamente iniciamos o deslocamento das equipes para apoiar essas pessoas que já estarão em combate e que terão mais condições de segurança para a sua própria operação, aumentar a flexibilidade do órgão de resposta, que é o CBMMS”, finaliza.
Paralelamente a isso, o CBMMS também investiu na capacitação do próprio efetivo. De janeiro a junho, 250 bombeiros militares passaram por cursos de nivelamento e especialização, abrangendo áreas como: condução de veículos 4×4 (Off Road), operação de drones (COARP), Sistema de Comando de Incidentes (SCI), Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (CPCIF), manutenção de motomecanizados, condução e manutenção de embarcações, resgate técnico de animais silvestres, entre outros.



Monitoramento constante e resposta rápida
Enquanto realiza as ações de preparação e prevenção, o monitoramento dos focos de calor continua. Para isso, foi reativado em abril deste ano o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Operação Pantanal, instalado em Campo Grande e que integra a ferramenta o SCI (Sistema de Comando de Incidentes). É através do CSI que o CBMMS realiza todo o planejamento e a execução de ações de curto, médio e longo prazo da Operação Pantanal. Assim, o CICC concentra as atividades de logística, geomonitoramento, administração e finanças.
No local, a equipe formada por profissionais de diversas áreas – incluindo tecnologia da informação, prevenção e combate a incêndios florestais e engenharia ambiental – acompanha em tempo real os focos de calor, com base em imagens de satélite e dados meteorológicos coletados de diferentes plataformas.
A Corporação também mantém ativadas as 11 bases avançadas que foram instaladas em 2024 em diferentes regiões do Pantanal. Essas estruturas permitem uma resposta mais rápida e eficiente em caso de novos incêndios.
Ações de combate
Embora não tenha sido registrado nenhum incêndio no Pantanal em 2025, o Corpo de Bombeiros Militar já realizou este ano mais de 106 ações de combate a incêndios no estado, sendo 99 delas na Capital e sete no interior. Além disso, a Corporação já monitorou cerca de 210 eventos de fogo.

As equipes de combate são formadas por bombeiros militares do CBMMS e da Força Nacional de Segurança Pública. De acordo com o Major Teixeira, o trabalho integrado com a Força Nacional tem sido importante para reforçar a proteção contra incêndios.
“Esse ano, todos os integrantes enviados a MS são bombeiros militares e estão distribuídos em equipes atuantes em Corumbá, Campo Grande e em regiões do Pantanal.
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