Meio Ambiente
Sistemas agroflorestais em escolas no Pantanal envolvem plantio de mais de 2 mil mudas
Esse trabalho, que teve início em janeiro deste ano e alcançou metas de execução em maio, envolveu o cultivo sendo feito por técnicos e o engajamento direto de estudantes, professores e parceiros locais.
Ter, 16 Junho de 2026 | Fonte: Assessoria IHP

Uma iniciativa inovadora está em implantação na região do Alto Pantanal para ajudar a transformar a realidade de comunidades tradicionais envolvendo educação, conservação e segurança alimentar. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP), em parceria com o Instituto PHI e o programa socioambiental da ADM, ADM Cares, realizou a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) nas escolas rurais que atendem as comunidades do Paraguai Mirim e São Lourenço/Aterro do Binega. O projeto envolveu o plantio de 2.090 mudas que vão gerar hortaliças, frutas e outras opções de alimentação . Esse trabalho, que teve início em janeiro deste ano e alcançou metas de execução em maio, envolveu o cultivo sendo feito por técnicos e o engajamento direto de estudantes, professores e parceiros locais.
A iniciativa ainda envolveu um trabalho logístico para garantir que as mudas e equipamentos navegassem pelo rio Paraguai desde a cidade de Corumbá (MS) e percorressem até 200 km rio acima para chegar nas escolas rurais pantaneiras atendidas pelo projeto. Para permitir que as áreas do plantio estivessem preparadas, houve uma atuação direta das comunidades e o apoio da brigada do IHP, a Brigada Alto Pantanal. Esse trabalho envolveu realizar o cercamento das áreas, preparo dos canteiros e organização dos sistemas de irrigação.
“O resultado vai muito além do plantio. Conseguimos atuar em uma rede que integrou a comunidade, brigadistas e técnicos. Foi possível envolver a participação direta de alunos, professores, o que avaliamos que gera um valor ainda maior para o que está sendo feito, com pertencimento. E agora, há o cuidado dessas agroflorestas para gerar alimentos para atender a comunidade da escola”, destacou o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.
Um dos destaques do projeto ocorreu na Escola Municipal Paraguai Mirim. Em vez de implantar um modelo pronto, a equipe técnica do IHP optou por somar esforços a uma iniciativa que a própria comunidade já realizava. A união de recursos, orientações técnicas e novas mudas potencializou o espaço, que agora conta com canteiros mais produtivos que estão formados por bananeiras, milho, girassol e hortaliças integradas ao sistema agroflorestal. Professores e colaboradores se envolveram tanto que a manutenção e os novos plantios já fazem parte da rotina permanente da escola, dando vida própria e sustentabilidade ao projeto.
No total, o projeto registrou a participação ativa de 56 pessoas no período de implantação, que ocorreu neste primeiro semestre de 2026, atingindo mais de 93% da meta de engajamento estimada para a comunidade local. Além disso, a diversidade de cultivos superou as expectativas, registrando 11 espécies diferentes de plantas alimentares e frutíferas, ampliando significativamente o potencial pedagógico e nutricional das hortas.

Restauração em RPPN
Em paralelo às ações escolares, o projeto também estendeu seus impactos para a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal, que fica na Serra do Amolar, também no Alto Pantanal. Parte dessa área foi atingida por incêndios florestais em 2020 e 2024.
Há um trabalho que envolve restauração ecológica no local e foi realizado o acompanhamento técnico de linhas de plantio, com o manejo de espécies exóticas e o replantio de 35 mudas nativas para preencher pontos de mortalidade.
O viveiro mantido na Acurizal para abrigar espécies nativas e gerar mudas para áreas de restauração também passou por uma reorganização estrutural. Com a chegada e capacitação de um novo viveirista pelo IHP, foi realizada a triagem de sementes e o teste de germinação com a semeadura de 17 espécies nativas do Pantanal em 486 tubetes, garantindo a produção de matéria-prima vegetal para os próximos ciclos de restauração do bioma.
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