Saúde
Ministério faz constante monitoramento dos casos de dengue no país, destaca Nísia Trindade
Em entrevista a jornalistas, ministra da Saúde citou a criação da Sala de Situação de Arboviroses e alertas de prognósticos para a alta de casos da doença realizados já no ano passado.
Qui, 25 Janeiro de 2024 | Fonte: Assessoria Ministério da Saúde

Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (25) sobre a estratégia de vacinação contra a dengue, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou que a pasta realiza constante monitoramento do aumento de casos da doença no Brasil. Já em 2023, o órgão promoveu campanhas de mobilização social regionalizadas, a normalização de estoques de inseticidas e apoiou medidas de prevenção e controle com o repasse de R$ 256 milhões para todo o país. Parte desse recurso será destinado para fomentar ações de vigilância em saúde.
"Estamos desde novembro do ano passado em um processo de acompanhamento da dengue. Instituímos também a Sala de Situação de Arboviroses, também preocupados com a Chikungunya e zika, porque são doenças associadas ao Aedes aegypti. A sala reúne técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e vários especialistas”, informou a ministra.
Durante a coletiva, Nísia também lembrou o reforço nas ações de comunicação e de controle das larvas dos mosquitos, além de alertas de prognósticos feitos no último ano. “Já tínhamos feito um alerta de prognóstico de aumento de casos, o que tem se confirmado agora. Como sempre, os registros não se dão de maneira uniforme, em razão das características do nosso país. Como vemos, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e em parte da região Nordeste há esse aumento expressivo de casos", destacou.
A ministra reforçou ainda que, embora a chegada das vacinas represente um marco, elas ainda não estão disponíveis em larga escala. E reforçou que o enfrentamento efetivo da doença se dá pelo controle dos focos de transmissão. “O combate à dengue é uma ação de governo, mas tem de ser uma ação também de cada cidadão e de cada cidadã. É necessário lembrar que os focos do mosquito estão 75% nas casas. Então, essa união de esforços é muito importante”, afirmou. “Precisamos organizar a rede para atender as pessoas, orientar à população e também os profissionais de saúde. É um conjunto de ações importantes para este momento em que acontecem os picos de casos”, acrescentou Nísia.
Trindade concluiu a entrevista ressaltando que o Ministério da Saúde apoia iniciativas e acompanha de perto o desenvolvimento de novas vacinas para aumentar a escala de produção no Brasil para que, de fato, ela venha a ser um grande instrumento de controle.
Combate ao mosquito
Pessoas com doenças crônicas, gestantes, crianças menores de 2 anos e idosos acima de 65 anos são mais suscetíveis às complicações da dengue, chikungunya e zika. Caso tenha um desses perfis, os cuidados de combate ao mosquito devem ser redobrados.
Veja alguns cuidados:
- Mantenha a caixa d’água bem fechada;
- Guarde pneus em locais cobertos;
- Limpe bem as calhas de casa;
- Amarre bem sacos de lixo e não acumule entulho;
- Esvazie garrafas PET, potes e vasos;
- Coloque areia nos vasos de planta;
- Receba bem os agentes de saúde e de endemias. Eles fazem um trabalho fundamental no combate ao mosquito.
Em caso de sintomas, procure uma unidade de saúde e não tome remédios por conta própria.
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