Cidade
Com agravamento da crise hídrica na região do pantanal, Sanesul discute plano de contingenciamento para o enfrentamento da seca
Balsas e motores estacionários são algumas das alternativas caso o nível do rio Paraguai continue a baixar.
Dom, 28 Julho de 2024 | Fonte: Assessoria de Imprensa

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, o diretor comercial e de operações, Madson Valente, além de vários técnicos da empresa, estiveram no município de Corumbá para uma série de reuniões e visitas técnicas com o objetivo de alinhar ações e aprimorar processos durante a crise hídrica.
A visita teve como foco principal detalhar o plano de contingência elaborado pela empresa em razão do agravamento da crise e, consequentemente, do baixo nível do Rio Paraguai, única fonte de captação de água para os municípios de Corumbá e Ladário.
A seca extrema e os focos de incêndio no Pantanal sul-mato-grossense têm alarmado as autoridades públicas, apresentando um dos maiores desafios da história para a região, exigindo decisões emergenciais que garantam tranquilidade à população, preservação ambiental, sobretudo, a garantia da segurança hídrica nos municípios que compreendem a região.
A Sanesul saiu na frente, tomando medidas preventivas e planejando investimentos. Assim, a empresa se antecipou à determinação da ANA (Agência Nacional de Águas), que em maio exigiu de todas as companhias públicas de saneamento a elaboração do plano de contingência.
Na quarta-feira (24), foram realizadas diversas visitas técnicas que mostraram de perto as dificuldades enfrentadas em Corumbá. Uma das visitas foi no sistema de captação de água do Rio Paraguai construído em 1960.
Com um complexo processo de captação, o plano de contingenciamento prevê algumas alternativas, caso o nível do rio continue a baixar, como o uso de balsas e motores estacionários, por exemplo.

Outra questão importante abordada durante a visita foi sobre a característica do solo rochoso da região, que dificulta a abertura de valas para a instalação de redes e as manutenções. Isso compromete a celeridade dos serviços e eleva consideravelmente o custo das obras. Para demonstrar tais dificuldades, os técnicos acompanharam uma empresa especializada na preparação de explosivos e na detonação de rochas, essencial para a execução das obras de saneamento na região.
Além das questões técnicas, Renato Marcílio também inspecionou processos de ocupação de áreas urbanas onde foram identificadas diversas ligações irregulares e furtos de água, e acompanhou as equipes de combate a fraudes que demonstraram o uso de equipamentos para localizar eventuais irregularidades no sistema de distribuição.
Renato Marcílio reuniu-se também com os gerentes das unidades regionais do estado, para discutir estratégias e alinhar ações, buscando identificar e resolver problemas específicos de cada região, garantindo uma gestão mais eficiente e eficaz.
De acordo com o diretor-presidente, as visitas às regionais e reuniões periódicas com gerentes fazem parte de um esforço contínuo para aprimorar os processos e garantir a excelência na prestação de serviços de saneamento em Mato Grosso do Sul: “Com o foco em soluções inovadoras e eficientes, a Sanesul continua a trabalhar para superar os desafios e atender às necessidades da população com qualidade e responsabilidade”, pontuou.
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