Rosildo Barcellos
FÍGADO, UM ALIADO NO NOSSO BEM ESTAR
Sáb, 11 Julho de 2026 | Fonte: Rosildo Barcellos
O Julho Amarelo é uma campanha nacional voltada para a conscientização e combate às hepatites virais. A campanha traz em seu bojo um alerta a população sobre os riscos, sintomas, prevenção e formas de tratamento, notadamente, das hepatites B e C, que, segundo dados recentes, ainda representam um grave problema de saúde pública no Brasil. De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em 2023 foram registrados mais de 42 mil novos casos de hepatites virais no país, destacando a urgência de intensificar as ações de prevenção e diagnóstico precoce.
As hepatites virais afetam o fígado, órgão do sistema digestório responsável pela desintoxicação do organismo. Elas causam inflamação no fígado devido à ação de vírus, uso excessivo de substâncias como álcool, e inclusive medicamentos. Não obstante, doenças genéticas e autoimunes. A hepatite pode ser aguda, de curta duração, ou crônica, persistindo por anos, com sintomas que variam de leves a graves.
Didaticamente, existem cinco tipos mais frequentes de hepatites virais e classificadas por letras do alfabeto: A, B, C, D e E. As do tipo A, B e C são as mais comuns, e cada uma delas possuem características próprias, que incluem:
Tipo A - é uma infecção transmitida principalmente por água e alimentos contaminados com o vírus. Geralmente, a hepatite A é uma doença que não deixa sequelas, e não progride para a forma crônica, ou seja, não se estabelece por longo prazo
Tipo B - é transmitida por contato com fluidos corporais, como sangue ou sêmen, ou de mãe para filho durante o parto. Pode evoluir para uma doença de longo prazo. As formas graves são raras e as de longo prazo devem ser tratadas pelo especialista para evitar cirrose ou tumores no fígado.
Tipo C - é transmitida por contato com sangue contaminado, sendo comum em usuários de drogas injetáveis. Ela raramente se manifesta na forma aguda, ou seja, por pouco tempo. As formas graves da hepatite C acontecem depois de um longo tempo de contaminação (aproximadamente 20 a 30 anos)
Tipo D - é uma forma grave de hepatite que só ocorre em pessoas já infectadas com o vírus da hepatite B. É transmitida de forma semelhante à hepatite B e pode causar infecções mais graves
Tipo E - é transmitido principalmente por água potável, porém contaminada, em áreas com saneamento inadequado.
Quando ocorrem, os sintomas das hepatites virais incluem geralmente a icterícia, caracterizada pela pele e olhos amarelos. Ela ocorre quando o fígado não consegue processar adequadamente a bilirrubina, um resíduo do sangue. A fadiga é outro sintoma comum da hepatite viral. Ela varia de leve a grave e pode afetar a capacidade do indivíduo de realizar atividades diárias. A prevenção das hepatites virais envolve medidas simples, como a vacinação contra a hepatite B, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e práticas de higiene adequadas, evitar o compartilhamento de objetos cortantes e seringas, e a realização de procedimentos de manicure, tatuagem e piercings em locais que sigam normas de higiene rigorosas. A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a hepatite B. Além disso, a adoção de hábitos seguros, buscar qualidade na água que bebemos, e redução na ingestão de bebidas alcoólicas, podem reduzir significativamente o risco de contaminação.
*Articulista
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