Cultura
Artesanato de MS é sucesso de vendas em feira em Brasília
O evento é considerado um dos maiores do País no setor e abriu, no ano de 2026, a temporada da participação do artesanato de Mato Grosso do Sul nas feiras nacionais de artesanato.
Qua, 08 Abril de 2026 | Fonte: Karina Lima/Comunicação Setesc
O estande do artesanato de MS Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul foi sucesso de vendas no 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, que aconteceu em Brasília (DF) de 1º a 5 de abril. O evento é considerado um dos maiores do País no setor e abriu, no ano de 2026, a temporada da participação do artesanato de Mato Grosso do Sul nas feiras nacionais de artesanato.
O estande comercializou um total de R$ 142 mil em vendas diretas ao consumidor. Foram expostas mais de três mil peças artesanais no estande de Mato Grosso do Sul, estimulando o mercado para o consumo dos produtos artesanais, pela possibilidade de identificação com produtos regionais, conhecimento das técnicas e materiais utilizados, histórico dos produtos, beleza e riqueza agregadas à produção. Cada peça exposta no evento tem atrás de si uma história.
Representaram o Estado as artesãs Selma Christina De Souza Brito Beteto, Catarina Marlize Schuquel De Ávila Rodrigues e Ana Vitorino Da Silva Leoderio e as entidades representativas do artesanato foram a Associação Do Micro Empreendedor Individual Do MS (AMI), Associação De Produtores De Artesanato E Artistas Populares De Mato Grosso Do Sul (PROART) e Associação De Artesanato De Mato Grosso Do Sul (ARTEMS). O Espaço foi cedido pelo PAB (Programa do Artesanato Brasileiro) e a Fundação de Cultura de MS se responsabilizou pela seleção dos artesãos e transporte das peças artesanais.
A Diretora de Artesanato e Moda da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Katienka Klain, explica que o 21º Salão de Artesanato em Brasília abriu, no ano de 2026, a temporada da participação do artesanato de Mato Grosso do Sul nas feiras nacionais de artesanato. “A feira de Brasília foi surpreendente, foi uma feira que realmente eu não imaginava que vendesse tanto, nós fizemos num período de feriado e foi uma feira que vendeu muito, nós tivemos uma rotatividade muito grande de pessoas, foi uma venda de varejo, então uma venda muito grande de varejo e é isso que é importante porque já mostra que nós começamos um ano já, uma venda boa na Semana do Artesão, depois vem essa feira, o quanto o Artesanato de Mato Grosso do Sul é aceito em todos os mercados”.
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, o resultado reflete o amadurecimento das políticas públicas de fomento ao setor, “o sucesso em Brasília reafirma o protagonismo do nosso artesanato no cenário nacional. Esse volume de vendas não é apenas um número financeiro, mas o reconhecimento da identidade sul-mato-grossense e da qualidade técnica dos nossos artistas. O Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura, continuará investindo na logística e na visibilidade dessas produções, garantindo que o talento do nosso povo gere renda e desenvolvimento econômico real para as famílias artesãs”, pontuou Mendes.
Salão do Artesanato (DF) – O evento teve acesso gratuito para todos os visitantes e é um dos principais do país, dando visibilidade e acesso à rica produção artesanal brasileira. A Feira reuniu 21 estados brasileiros e Distrito Federal e suas comunidades artesãs, em um evento que mostra a grande diversidade da produção artesanal, incentivando a comercialização desses produtos, estreitando suas relações comerciais pela possibilidade de contato direto com o público consumidor e com lojistas.
Como uma vitrine da diversidade cultural brasileira, o Salão destacou técnicas e saberes ancestrais e criações que dialogam com o design contemporâneo. O público encontra uma gama de tipologias, como cerâmica, madeira, fibras naturais, bordados, rendas e biojoias, apresentadas em uma ambientação que valoriza cada peça e evidencia a identidade de seus criadores.
Curadorias como a do PAB e Sebrae — DF trouxeram para Brasília a força de mãos que tecem histórias do país a partir de matérias-primas como barro, madeira, sementes, palha, couro e pedras. São cerca de 100 mil peças que carregam memória, território e tradição, revelando um modelo produtivo que combina valor cultural, geração de renda, uso consciente de recursos e exclusividade.
Este princípio está refletido na operação do evento que trabalhou com gestão de resíduos, compensação de carbono, acessibilidade e inclusão produtiva. O Salão reforça, assim, seu papel como plataforma que conecta a economia criativa a valores contemporâneos de responsabilidade social e ambiental.
Participaram presencialmente mais de 500 artesãos, além de associações e coletivos que ampliam o alcance do evento. Entidades como a Confederação Brasileira de Artesãos (Conart) e a Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (Cnarts) também marcaram presença.
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