Cultura
Sabores Sem Fronteiras chega a Corumbá em nova etapa de captações
Documentário sul-mato-grossense mergulha na cultura alimentar de quatro mulheres das regiões fronteiriças com Paraguai e Bolívia.
Dom, 17 Agosto de 2025 | Fonte: Assessoria de Imprensa
Com direção e argumento de Elis Regina Nogueira, o longa-metragem registra as trocas culturais, os ingredientes, os modos de preparo e os sabores que fazem da culinária fronteiriça uma verdadeira representação de identidade, convivência e miscigenação.
“Cada cidade nos revela um universo de sabores e histórias, mas é nas personagens que encontramos a verdadeira riqueza dessas fronteiras. Aqui em Corumbá, por exemplo, conhecemos Candelária Lemos, que aprendeu com sua mãe, dona Arialba, a preparar a saltenha boliviana — receita que ela mesma adaptou, com menos açúcar e mais pimenta. Trabalhando numa padaria em Coxim, Dona Arialba manteve a tradição por 40 anos, e agora vê sua filha dar continuidade ao legado da receita. É esse movimento — o respeito à herança e a liberdade de reinventar — que torna a culinária um registro histórico vivo”, conta Elis Regina.
Com foco em quarto personagens – duas na região de Corumbá e Bolívia, cujas cenas estão sendo captadas nesta jornada - a proposta é revelar como os saberes culinários circulam entre elas, criando sabores únicos que sintetizam a convivência e a história das regiões de fronteira. Pratos como a chipa, a sopa paraguaia, o majadito, a saltenha e o massaco bolivianos compõem o cardápio dessa investigação sensorial, histórica, afetiva e, sobretudo, humana.
“Cada cidade nos revela um universo de sabores e histórias, mas é nas personagens que encontramos a verdadeira riqueza dessas fronteiras. Aqui em Corumbá, por exemplo, conhecemos Candelária Lemos, que aprendeu com sua mãe, dona Arialba, a preparar a saltenha boliviana — receita que ela mesma adaptou, com menos açúcar e mais pimenta. Trabalhando numa padaria em Coxim, Dona Arialba manteve a tradição por 40 anos, e agora vê sua filha dar continuidade ao legado da receita. É esse movimento — o respeito à herança e a liberdade de reinventar — que torna a culinária um registro histórico vivo”, conta Elis Regina.
Além de registrar sabores e saberes, o filme valoriza a culinária como patrimônio imaterial e vetor de identidade e pertencimento. “Na Bolívia, Martha Parabá Salvatierra nos conta como mantém vivas suas raízes bolivianas. Uma mulher forte, alegre e batalhadora, que entre o trabalho como faxineira e a produção de marmitas para vender, não deixa faltar no dia a dia de sua família pratos típicos bolivianos como o massaco de banana verde, tradição que ela já transmitiu pro neto Daniel Inácio, de apenas 8 anos. Para ela, comida é bem mais que alimento: é símbolo de união e de honra às origens”, completa Elis.
A estreia do documentário está prevista para maio de 2026, com exibições em festivais, escolas, universidades e plataformas digitais. Como contrapartida educativa, o projeto ainda prevê uma cartilha interativa em formato de e-book — voltada para professores e estudantes — com trechos do filme, referências complementares e provocações sobre o papel da comida na construção cultural dos povos.
Ficha Técnica
Direção:
Elis Regina é jornalista e fotógrafa sul-mato-grossense. Dirige o documentário Sabores Sem Fronteiras e já assinou a direção da série Rota Gastronômica Pantaneira e do documentário Cozinha, Lugar de Saberes e Sabores. Trabalhou com still e making of em filmes como Olho Nu (Joel Pizzini), Em Nome da Lei (Sérgio Rezende), Cabeça a Prêmio (Marco Ricca) e Brava Gente Brasileira (Lúcia Murat).
Elis Regina é jornalista e fotógrafa sul-mato-grossense. Dirige o documentário Sabores Sem Fronteiras e já assinou a direção da série Rota Gastronômica Pantaneira e do documentário Cozinha, Lugar de Saberes e Sabores. Trabalhou com still e making of em filmes como Olho Nu (Joel Pizzini), Em Nome da Lei (Sérgio Rezende), Cabeça a Prêmio (Marco Ricca) e Brava Gente Brasileira (Lúcia Murat).
Produção Executiva e Pesquisa de Personagens:
Bianca Machado atua no mercado audiovisual há quase 3 décadas. Foi produtora local de Brava Gente Brasileira, Cabeça à Prêmio (Marco Ricca), As Marias (Dannon Lacerda), Quatro Luas Pantaneiras e produtora geral do curta Vípuxovuko (Anderson Terena e Dannon Lacerda). É ela quem desbrava o território antes da câmera chegar.
Bianca Machado atua no mercado audiovisual há quase 3 décadas. Foi produtora local de Brava Gente Brasileira, Cabeça à Prêmio (Marco Ricca), As Marias (Dannon Lacerda), Quatro Luas Pantaneiras e produtora geral do curta Vípuxovuko (Anderson Terena e Dannon Lacerda). É ela quem desbrava o território antes da câmera chegar.
Assistência de Direção e Produção:
Fabi Rezek é publicitária e fotógrafa com 27 anos de experiência em curtas, documentários, publicidade e campanhas políticas. Atua com organização, gestão de equipes e otimização de recursos, sempre guiada pela criatividade, segurança e excelência nos processos.
Fabi Rezek é publicitária e fotógrafa com 27 anos de experiência em curtas, documentários, publicidade e campanhas políticas. Atua com organização, gestão de equipes e otimização de recursos, sempre guiada pela criatividade, segurança e excelência nos processos.
Direção de Fotografia:
Elis Regina e João Paulo Gonçalves.
João Paulo é diretor de fotografia com experiência em filmes publicitários e documentários como Alma da Nossa Música – Marcelo Loureiro (FIC-MS) e As Marias (Festival do Rio, Bonito CineSur). Atuou também na captação de imagens para O Grito (Netflix) e São Julião – A Arte de Reabilitar Vidas (Lei Paulo Gustavo). É ele também quem pilota a câmera.
Vídeos de Making Of:
Lívia Campos é fotógrafa e atua na criação de conteúdo audiovisual para marcas, instituições e eventos culturais. Com olhar sensível e foco em contar histórias reais por meio da imagem, tem experiência sólida em fotografia documental, de festivais e retratos, além de produção, roteirização e edição de vídeos com estética criativa. Seja com câmeras profissionais ou de celular, ela adapta a linguagem de acordo com cada projeto.
Som Direto:
Laura Cristina é formada pela primeira turma do curso de Audiovisual da UFMS. Atua com som direto, trilha sonora, mixagem e sound design. Trabalhou nos longas Enigmas no Rolê (2023), Do Sul (2024) e no curta Colar de Pérolas (2024). Desenvolve pesquisa em cinema e educação, ministrando oficinas em escolas públicas e instituições como o IFMS e o SESC Lageado.
Laura Cristina é formada pela primeira turma do curso de Audiovisual da UFMS. Atua com som direto, trilha sonora, mixagem e sound design. Trabalhou nos longas Enigmas no Rolê (2023), Do Sul (2024) e no curta Colar de Pérolas (2024). Desenvolve pesquisa em cinema e educação, ministrando oficinas em escolas públicas e instituições como o IFMS e o SESC Lageado.
Still e Making Of:
Dafne Godoy é formanda em Audiovisual pela UFMS. Estagiou no Museu da Imagem e do Som de MS, foi monitora da disciplina de Preservação Audiovisual e atua em fotografia. Assinou o making of de Sou Eu Quem Queima na Noite (2022) e a direção de fotografia dos curtas Os Pombos (2024) e Campo Cênico (2024), além da exposição fotográfica “Essa droga de sonho não vai dar em nada – uma quase Campo Grande” (2025).
Dafne Godoy é formanda em Audiovisual pela UFMS. Estagiou no Museu da Imagem e do Som de MS, foi monitora da disciplina de Preservação Audiovisual e atua em fotografia. Assinou o making of de Sou Eu Quem Queima na Noite (2022) e a direção de fotografia dos curtas Os Pombos (2024) e Campo Cênico (2024), além da exposição fotográfica “Essa droga de sonho não vai dar em nada – uma quase Campo Grande” (2025).
Apoio Operacional:
Jefferson Gomes é ex-jogador de futebol e hoje joga em várias posições no set: é responsável pelo transporte da equipe, carrega cabos, segura rebatedores e ainda anima os bastidores. Mesmo sem vir do audiovisual, virou peça-chave na logística e na boa energia das gravações.
Tudo Sobre
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