Meio Ambiente
Imasul reforça monitoramento hidrológico e apresenta a situação dos rios em 2025
Entre as principais atividades da Sala de Situação está a elaboração de boletins diários com a divulgação das cotas fluviais.
Seg, 22 Setembro de 2025 | Fonte: Comunicação Imasul

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) mantém, desde 2014, a Sala de Situação dos Rios, unidade responsável pelo acompanhamento contínuo das condições hidrológicas no estado.
O monitoramento, iniciado com 13 pontos distribuídos por diferentes bacias hidrográficas, ganhou em 2023 mais um ponto de observação, ampliando a capacidade de análise e resposta do órgão.
Entre as principais atividades da Sala de Situação está a elaboração de boletins diários com a divulgação das cotas fluviais. Esses dados permitem acompanhar, em tempo real, a oscilação dos níveis dos rios e subsidiar ações de gestão hídrica e prevenção de impactos ambientais e sociais.
Comparativo de 2024 e 2025
A análise das cotas referentes ao dia 17 de setembro mostra que, em 2025, a condição dos rios é mais favorável em relação ao ano anterior. Neste ano, registram-se menos pontos em situação de estiagem, especialmente pelo maior volume de água presente no rio Paraguai.
Entretanto, a situação ainda requer atenção. Alguns afluentes do rio Paraguai permanecem em nível de estiagem, assim como rios localizados na bacia hidrográfica do rio Paraná.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca que o trabalho diário da Sala de Situação é estratégico para o estado:
“O monitoramento hidrológico é um instrumento essencial para que possamos planejar ações e tomar decisões de forma responsável. A informação gerada permite ao poder público agir na segurança hídrica e na prevenção de desastres, especialmente em um cenário de mudanças climáticas”, afirma Borges.
O histórico do monitoramento revela que, após 2019, os rios vêm registrando cotas mais baixas para o mês de setembro. O gráfico dos pontos de Ladário e Porto Murtinho, no rio Paraguai, ilustra essa tendência.
O fenômeno está diretamente ligado à redução das chuvas nos últimos anos, que compromete a recuperação plena das bacias e a recarga subterrânea, essencial para alimentar os rios em períodos de estiagem.
O técnico do Imasul, Leandro Neri Bortoluzzi, explica que os dados reforçam a importância de manter o acompanhamento constante:
“Temos observado que, desde 2019, tem sido frequente a redução das cotas nos pontos monitorados. Embora este ano a situação esteja menos crítica que em 2024, ainda precisamos de atenção, pois a recuperação depende de chuvas regulares e do equilíbrio do regime hidrológico”, pontua Bortoluzzi.


Perspectivas
O mês de setembro marca o final do período seco em Mato Grosso do Sul. Para que 2026 apresente uma situação mais favorável, é fundamental que as chuvas sejam regulares e constantes nos próximos meses.
De acordo com o Imasul, o monitoramento hidrológico é essencial para a segurança hídrica do estado e para a prevenção de desastres naturais decorrentes de eventos extremos. A Sala de Situação cumpre papel estratégico, oferecendo informações que orientam decisões de gestão e preservação dos recursos hídricos.
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