Meio Ambiente
Registro de onças-pintadas em área urbana de Corumbá – o que fazer?
Sáb, 24 Maio de 2025 | Fonte: Assessoria IHP

A equipe do Núcleo de Biodiversidade e Mudanças Climáticas do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) vem dando apoio técnico à Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, Corpo de Bombeiros de MS, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal (Prefeitura de Corumbá) e população. Já houve um trabalho conjunto realizado na região da Cacimba da Saúde, na área urbana de Corumbá, que fica às margens do canal Tamengo, de acesso à Bolívia, no mês de abril/maio deste ano.
Além disso, junto com outras instituições, o IHP vai participar de uma reunião no Cenap/ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa, Manejo e Conservação de Mamíferos Carnívoros), no final de maio, para discutir com autoridades federais protocolos de segurança e coexistência, que serão divulgados futuramente.
Estudos sugerem que ao primeiro contato desses animais com o ser humano, o comportamento considerado normal é que a espécie procura afastar-se. Casos de ataque são raros em registros oficiais, mas existem. A prioridade deve ser sempre a vida e a saúde das pessoas, por isso a prevenção é fundamental.
Em caso de emergências ou avistamento de animais silvestres, entrar em contato pelos telefones (67) 3232-2469 ou (67) 99266-4052.
Orientações básicas para segurança:
– Não se aproxime da onça. Evite qualquer tentativa de contato muito próximo, mesmo que o animal pareça calmo;
– Onças com filhotes ou carcaças podem ser mais agressivas. Redobre os cuidados nesses casos;
– Mantenha luzes externas acesas em locais com possível presença da espécie;
– Nunca alimente onças e não jogue resíduos orgânicos em locais onde houve o registro desses animais;
– Locais onde haja suspeita da “ceva” (oferta de alimentos para animais selvagens), prática considerada crime pela legislação ambiental, devem ser evitados porque trazem grande risco de conflito com as onças, bem como devem ser denunciados à Polícia Militar Ambiental;
– Verifique pelo caminho que estiver percorrendo a presença de pegadas. Se essas pegadas sinalizam serem frescas ou antigas, e evite andar sozinho nesses locais;
– Caso encontrar com uma onça no trajeto, evite a aproximação e tente manter a maior distância possível até que o animal saia do contato visual;
– Se você estiver frente a frente com uma onça, não se vire e não corra – esse comportamento pode remeter ao de uma presa e causar reação do animal;
– Ainda no caso de estar frente a frente com uma onça, mantenha contato visual e procure distanciar-se andando para trás sem movimentos bruscos;
– Depois que a onça sair do contato visual, procure evitar o trajeto ou, se precisar seguir adiante, espere algumas horas para percorre-lo, sempre com atenção ao caminho.
Sobre o IHP
O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Fundado em 2002, em Corumbá (MS), atua na conservação e restauração do Pantanal e para a valorização da cultura pantaneira. Entre as atividades desenvolvidas pela instituição destacam-se a gestão de áreas protegidas, o desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas e a promoção de diálogo entre os atores com interesse na área.
Entre as atividades desenvolvidas pela instituição destacam-se a gestão de áreas protegidas, o desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas e a promoção de diálogo entre os atores com interesse na área. As ações prioritárias do IHP são feitas nos pilares para proteção da biodiversidade, mitigação das mudanças climáticas e atuação conjunta com comunidades tradicionais e de povos originários para apoiar o desenvolvimento sustentável. O IHP também integra o Observatório Pantanal, o Observatório Rodovias Seguras, o GT de Coexistência Humano-Onça, os PANs Ariranha e Onça-pintada, além do Comitê Estadual do Fogo em Mato Grosso do Sul. Saiba mais em https://institutohomempantaneiro.org.br/
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