Meio Ambiente
Sala de Situação avalia riscos do El Niño e organiza medidas de preparação por região
Ações serão definidas conforme os impactos previstos em cada território; Defesa Civil já realizou oficinas de preparação em dez estados.
Qua, 12 Agosto de 2026 | Fonte: Assessoria de Imprensa
A Sala de Situação sobre o El Niño realizou, na segunda-feira (10), sua terceira reunião para atualizar os cenários climáticos e organizar as medidas de preparação diante dos diferentes impactos previstos para os próximos meses.
A estratégia será regionalizada e em parceria com Estados e municípios. As providências serão definidas de acordo com os riscos identificados em cada área do país, considerando cenários de estiagem no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul e temperaturas elevadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Como parte dessa preparação, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil já realizou oficinas em dez estados no âmbito do Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal. As atividades reuniram gestores locais para organizar informações, responsabilidades e fluxos de atuação em situações de emergência, de modo a adequar a resposta às condições de cada território.
A reunião, coordenada pela Casa Civil, reuniu órgãos federais das áreas de meteorologia, recursos hídricos, defesa civil, saúde, segurança alimentar, energia e infraestrutura. Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apresentaram dados utilizados na avaliação dos riscos.
Segundo o Inmet, as temperaturas das águas do oceano Pacífico permanecem acima da média. A evolução desse aquecimento continuará sendo acompanhada para avaliação da intensidade do fenômeno e de seus possíveis efeitos sobre o país. Para o Sul, as previsões de curto prazo indicam volumes elevados de chuva, que podem chegar a 200 milímetros em sete dias em algumas áreas.
O monitoramento climático será atualizado continuamente. Dados de curto prazo serão utilizados para identificar situações que demandem resposta imediata, enquanto as tendências para os meses seguintes servirão de referência para o planejamento das medidas preventivas.
A ANA apresentou informações georreferenciadas relacionadas a recursos hídricos, reservatórios e áreas que podem demandar acompanhamento específico. Os dados deverão apoiar a definição de medidas direcionadas às condições observadas em cada região.
Nas áreas sujeitas à estiagem e ao risco de isolamento de comunidades, também estão em preparação medidas relacionadas ao abastecimento e à segurança alimentar, com atenção a populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Entre as ações previstas estão instrumentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na área de energia e logística, estão sendo avaliadas medidas de antecipação de estoques de combustíveis em localidades e corredores logísticos que possam ser afetados pela redução dos níveis dos rios.
Na saúde, o acompanhamento considera, entre outros fatores, o risco de aumento da circulação de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, e os efeitos de eventos climáticos extremos. Entre as medidas de preparação estão a descentralização de bases da Força Nacional do SUS em Manaus, Belém e Porto Velho, procedimentos para atendimento a municípios em situação de emergência, preparação de kits de saúde e acompanhamento específico nos distritos sanitários indígenas.
A partir dos cenários apresentados na Sala de Situação, equipes dos órgãos envolvidos deverão manter a articulação com estados e municípios para atualização dos planos de prevenção e resposta e definição das providências adequadas às condições de cada território.
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