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Política

Mais de 100 ofícios cobram de Hugo Motta votação do PL da Misoginia

Mobilização pede que presidente da Câmara paute proposta na última semana antes do recesso parlamentar.

Qua, 15 Julho de 2026 | Fonte: Assessoria de Imprensa


Mais de 100 ofícios foram protocolados nesta terça-feira (14) na Câmara dos Deputados para pedir ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que coloque em votação o PL 896/2023, conhecido como PL da Misoginia, antes do recesso previsto para 18 de julho.

A mobilização, articulada pelo Levante Mulheres Vivas com mulheres, coletivos e entidades da sociedade civil de diferentes regiões do país, ocorreu presencialmente e pelo sistema de protocolo digital da Câmara.

Nos documentos, os grupos afirmam que a aprovação do regime de urgência reconheceu a necessidade de uma resposta legislativa e pedem que a proposta seja apreciada ainda nesta semana.

“Fizemos esse apelo para que o presidente Hugo Motta ouça as mulheres mobilizadas em todo o país e coloque o PL em pauta. Às vésperas do recesso, estamos à disposição para dialogar e esperamos que a urgência já reconhecida pela Câmara se traduza na votação ainda esta semana”, afirma Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas.

A Câmara aprovou a urgência do projeto em 1º de julho, por 293 votos a 158. A proposta pode ser votada diretamente no Plenário e segue pronta para a pauta.

Sobre o Levante Mulheres Vivas

O Levante Mulheres Vivas é um movimento suprapartidário, voluntário e orgânico da sociedade civil. Surgido em dezembro de 2025 a partir de uma convocação da atriz Rachel Ripani nas redes sociais, o movimento realizou manifestações simultâneas em 21 estados e mais de 100 cidades brasileiras, reunindo milhares de pessoas contra o avanço do feminicídio.

Além da criminalização da misoginia, o movimento defende uma pauta nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com oito eixos estratégicos que incluem Delegacias da Mulher 24h, ampliação de casas-abrigo, resposta rápida do sistema de Justiça, proteção integral a filhos de vítimas, paridade feminina no poder público, regulação das plataformas digitais e garantia orçamentária para políticas públicas.

Correio de Corumbá

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