Dilson Fonseca
MS 4 EXTREMOS: 40 DIAS SOBRE DUAS RODAS — UM ESTADO, MUITOS DESTINOS
Dom, 23 Agosto de 2026 | Fonte: Dilson Fonseca

Ciclista Adalton Garcia, aos 58 anos, percorrerá Mato Grosso do Sul de bicicleta para conhecer, vivenciar e transformar as potencialidades turísticas de cada região em propostas de políticas públicas.
Aos 58 anos de idade e com uma história de mais de cinco décadas sobre duas rodas, o ciclista Adalton Garcia prepara-se para realizar um dos maiores desafios de sua vida: uma expedição de aproximadamente 40 dias de bicicleta pelos quatro extremos de Mato Grosso do Sul.
A aventura terá como ponto de partida Campo Grande e percorrerá diferentes regiões do Estado, passando por cidades, estradas, comunidades, áreas rurais e importantes destinos turísticos.
Mas o projeto MS 4 EXTREMOS – 40 DIAS SOBRE DUAS RODAS nasce com uma missão que vai muito além do esporte.
A proposta é transformar a experiência vivida durante a pedalada em um grande diagnóstico sobre as potencialidades de Mato Grosso do Sul, especialmente nas áreas de turismo, esporte, sustentabilidade, geração de renda e desenvolvimento regional.
UMA VIDA SOBRE DUAS RODAS

A história de Adalton Garcia com a bicicleta começou aos 5 anos de idade.
Desde a infância, as duas rodas passaram a fazer parte de sua vida. Aos 58 anos, essa relação se transforma em um novo desafio: percorrer Mato Grosso do Sul, conhecer suas diferentes realidades e demonstrar que o ciclismo pode ser uma importante ferramenta para descobrir e promover o potencial turístico e econômico dos municípios.
Serão cerca de 40 dias de pedal, enfrentando diferentes condições climáticas, terrenos, distâncias e desafios.
A proposta, entretanto, será diferente de uma viagem convencional.
UMA EXPEDIÇÃO AUTOSSUSTENTÁVEL
Um dos princípios centrais do projeto será a autossustentabilidade.
Durante a jornada, a ideia é que Adalton durma, sempre que possível, em barraca, prepare sua própria alimentação e reduza ao máximo a dependência de estruturas convencionais.
A expedição pretende mostrar que é possível viajar, conhecer lugares e desenvolver experiências turísticas utilizando recursos simples, planejamento e respeito ao meio ambiente.
A barraca será o hotel.
A bicicleta será o meio de transporte.
A própria cozinha será utilizada para preparar as refeições.
A estrada será o caminho.
E cada município será uma nova descoberta.
Essa experiência também permitirá observar diretamente quais estruturas existem ou precisam ser desenvolvidas para que o cicloturismo e o turismo de aventura possam crescer em Mato Grosso do Sul.
O CAMINHO PELOS QUATRO EXTREMOS
A expedição partirá de Campo Grande em direção à Costa Oeste, passando por Terenos, Anastácio, Aquidauana, Miranda, Passo do Lontra, Ladário e Corumbá.
Após alcançar a região de Corumbá e Ladário, o retorno passará novamente por Miranda, seguindo em direção à Bodoquena e Bonito.
Na sequência, a expedição seguirá para Ponta Porã, iniciando outro grande trecho pelo sul do Estado.
No retorno, serão percorridas cidades como Dourados, Caarapó, Fátima do Sul, Itaporã, Maracaju e Sidrolândia, até chegar novamente a Campo Grande.
Da Capital, a jornada seguirá para o Norte, passando por Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim e Sonora.
De Sonora, o ciclista seguirá para a região da Costa Leste, passando por Costa Rica, Chapadão do Sul, Cassilândia, Paranaíba, Aparecida do Taboado, Selvíria, Três Lagoas, Brasilândia e Bataguassu.
O percurso seguirá posteriormente para o Cone Sul, completando a proposta de integração das diferentes regiões do Estado.
MUITO ALÉM DOS QUILÔMETROS
Durante os 40 dias, Adalton pretende observar não apenas as condições das estradas, mas também as potencialidades de cada município.
A pergunta central será:
O que cada região de Mato Grosso do Sul pode oferecer ao turismo e à geração de renda?
Pantanal, rios, pesca esportiva, ecoturismo, turismo rural, gastronomia, cultura, história, patrimônio, agricultura, pecuária, fronteira, natureza, esportes de aventura e ciclismo são alguns dos elementos que poderão ser observados ao longo do percurso.
Cada região possui características próprias.
E justamente essas diferenças podem representar uma grande oportunidade.
UM PLANO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O TURISMO
O objetivo final do projeto será a formatação de um plano de políticas públicas para o desenvolvimento do turismo regional, construído a partir das experiências e observações realizadas durante a expedição.
A proposta é buscar, ao final da jornada, o diálogo e a parceria com Governo do Estado, governos municipais, secretarias de turismo, entidades empresariais, organizações da sociedade civil e demais instituições interessadas no desenvolvimento regional.
A intenção é apresentar um documento que demonstre que cada região, mesmo possuindo suas particularidades, pode ser um forte elemento para:
geração de emprego e renda;
fortalecimento do comércio local;
desenvolvimento do turismo rural;
expansão do ecoturismo;
incentivo ao cicloturismo;
valorização da cultura regional;
fortalecimento da gastronomia;
preservação ambiental;
desenvolvimento de roteiros turísticos;
criação de novos produtos turísticos;
estímulo ao empreendedorismo;
melhoria da infraestrutura turística;
integração entre municípios;
atração de visitantes e investimentos.
O CICLOTURISMO COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO
Um dos focos do projeto será demonstrar que o cicloturismo pode gerar movimentação econômica em municípios que muitas vezes estão fora dos grandes roteiros turísticos.
O ciclista precisa comer.
Precisa de água.
Precisa eventualmente de manutenção para sua bicicleta.
Precisa de hospedagem ou espaço para acampamento.
Compra produtos locais.
Conhece restaurantes.
Visita atrações.
Interage com moradores.
E muitas vezes retorna acompanhado de outros ciclistas.
Isso cria uma cadeia econômica que pode beneficiar pequenos empreendedores, agricultores familiares, restaurantes, hotéis, pousadas, oficinas, guias, artesãos e comerciantes.
CADA REGIÃO, UMA VOCAÇÃO
A expedição pretende mostrar que não é necessário que todos os municípios ofereçam o mesmo tipo de turismo.
Ao contrário.
A força está justamente na diversidade.
Uma cidade pode ter rios.
Outra pode ter cachoeiras.
Outra pode oferecer turismo de pesca.
Outra pode ter patrimônio histórico.
Outra pode desenvolver turismo rural.
Outra pode trabalhar gastronomia e cultura.
Outra pode investir no cicloturismo.
Outra pode explorar esportes de aventura.
Outra pode transformar sua localização estratégica em oportunidade turística.
O grande desafio das políticas públicas será justamente conectar essas diferentes vocações em uma grande rede turística sul-mato-grossense.
UM ESTADO QUE PODE SER CONHECIDO DE BICICLETA
A expedição MS 4 EXTREMOS pretende provar, na prática, que Mato Grosso do Sul pode ser descoberto de uma maneira diferente.
Mais lenta.
Mais humana.
Mais sustentável.
Ao invés de apenas atravessar as cidades, a bicicleta permite parar, conversar, observar e conhecer.
Permite perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos quando se viaja rapidamente.
A proposta é transformar cada parada em uma oportunidade de ouvir a comunidade e identificar aquilo que pode ser transformado em produto turístico e oportunidade econômica.
UMA EXPERIÊNCIA QUE PODERÁ VIRAR POLÍTICA PÚBLICA
Ao final dos 40 dias, o objetivo será reunir as informações, experiências, registros e observações realizadas durante a jornada para construir uma proposta de Plano de Desenvolvimento do Turismo e do Cicloturismo de Mato Grosso do Sul.
O documento poderá apontar caminhos para uma atuação integrada entre Estado e municípios.
A bicicleta, nesse sentido, será muito mais do que um instrumento esportivo.
Será uma ferramenta de observação, pesquisa, integração e proposição.
O DESAFIO
Aos 58 anos, depois de começar a pedalar aos 5, Adalton Garcia coloca novamente a bicicleta na estrada.
Desta vez, entretanto, não pedalará apenas por uma conquista pessoal.
Pedalará para conhecer.
Pedalará para ouvir.
Pedalará para observar.
Pedalará para registrar.
E, principalmente, pedalará para propor.
Serão 40 dias, quatro extremos, dezenas de municípios e milhares de quilômetros de histórias.
Uma bicicleta.
Uma barraca.
Uma cozinha improvisada.
Poucos recursos.
Muito planejamento.
E um grande propósito:
MOSTRAR QUE MATO GROSSO DO SUL PODE TRANSFORMAR SUAS DIFERENÇAS REGIONAIS EM UMA GRANDE FORÇA PARA O TURISMO, A GERAÇÃO DE RENDA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
MS 4 EXTREMOS – 40 DIAS SOBRE DUAS RODAS
Do primeiro pedal aos 5 anos aos grandes desafios aos 58.
Uma vida sobre duas rodas.
Um Estado inteiro para descobrir.
Um projeto para transformar.
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