Meio Ambiente
MPMS apura incêndios em áreas rurais de Corumbá e reforça proteção ambiental no Pantanal
Inquéritos civis investigam danos à vegetação nativa e cobram medidas preventivas e reparatórias em propriedades do bioma.
Qui, 04 Setembro de 2025 | Fonte: Assessoria MPMS
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá, instaurou dois inquéritos civis para apurar incêndios em propriedades rurais localizadas no Bioma Pantanal. A atuação tem como foco a responsabilização ambiental, a prevenção de novos sinistros e a reparação dos danos causados à vegetação nativa e às áreas de preservação permanente.
O segundo inquérito (nº 06.2025.00000549-0) investiga dois episódios distintos de incêndio em outra propriedade desmembrada. O primeiro ocorreu entre 15 e 21 de outubro de 2024, afetando 1,80 hectares de vegetação nativa. O segundo, entre 31 de dezembro de 2024 e 5 de janeiro de 2025, atingiu 0,86 hectares. Relatórios da Polícia Militar Ambiental (PMA) indicam a presença de gado, uso de tratores, vestígios de sapecagem e leiras de madeira queimadas. Embora a propriedade possua autorização ambiental para supressão vegetal (AA nº 540/2022), válida até abril de 2026, o segundo evento ocorreu durante o período de suspensão da queima controlada, conforme Portaria Imasul nº 1.427/2024, o que levanta questionamentos sobre a regularidade da atividade.
Embora não tenha sido possível identificar a autoria ou dolo na ignição do fogo, o MPMS destaca que a responsabilidade civil por danos ambientais é objetiva e independe de culpa, conforme prevê a legislação brasileira. A atuação busca garantir a reparação integral do dano e a adoção de medidas preventivas, como o cadastramento da propriedade no sistema de monitoramento de focos de calor.
O segundo inquérito (nº 06.2025.00000549-0) investiga dois episódios distintos de incêndio em outra propriedade desmembrada. O primeiro ocorreu entre 15 e 21 de outubro de 2024, afetando 1,80 hectares de vegetação nativa. O segundo, entre 31 de dezembro de 2024 e 5 de janeiro de 2025, atingiu 0,86 hectares. Relatórios da Polícia Militar Ambiental (PMA) indicam a presença de gado, uso de tratores, vestígios de sapecagem e leiras de madeira queimadas. Embora a propriedade possua autorização ambiental para supressão vegetal (AA nº 540/2022), válida até abril de 2026, o segundo evento ocorreu durante o período de suspensão da queima controlada, conforme Portaria Imasul nº 1.427/2024, o que levanta questionamentos sobre a regularidade da atividade.
Em ambos os casos, o MPMS requisitou informações aos proprietários, ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), à Polícia Federal e à Unidade Regional de Perícias. Também foram expedidos editais de instauração e notificações aos investigados, com solicitação de documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), Programa de Regularização Ambiental (PRA), matrícula atualizada do imóvel e eventuais licenças ambientais.
Segundo o Promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães, os procedimentos reforçam o compromisso institucional com a proteção do meio ambiente, especialmente no Pantanal, considerado patrimônio nacional pela Constituição Federal. “A atuação do MPMS visa não apenas apurar responsabilidades, mas fomentar práticas sustentáveis, garantir a função social da propriedade rural e promover a articulação entre os órgãos de fiscalização e controle. Por meio de ações integradas e técnicas, reafirmamos nosso papel na defesa da ordem jurídica, do interesse público e da qualidade de vida da população”, afirma.
O MPMS segue atuando de forma preventiva e reparatória para preservar o Pantanal e garantir que os danos ambientais sejam devidamente apurados e corrigidos.
Tudo Sobre
mpms 2a-promotoria-de-justica-de-corumba area-de-preservacao-permanente programa-pantanal-em-alerta inqueritos-civis incendio-propriedade-rural-pantanalVeja Também
Na quinta-feira (07/08), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) participou de uma reunião estratégica voltada ao fortalecimento das ações preventi...
Últimas Notícias
- 03 de Junho de 2026 Cia Infanto-Juvenil do Moinho Cultural promove vaquinha para participar do Prêmio Onça Pintada, em Campo Grande
- 03 de Junho de 2026 Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro
- 03 de Junho de 2026 Caminhoneiro que saiu de Corumbá com 583 quilos de drogas foi detido pela PRF na BR-262
- 03 de Junho de 2026 Prefeitura empossa Conselho Fiscal do FUNPREV para mandato 2026/2027 em Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Decreto de emergência ambiental reforça preparação do Governo de MS para enfrentamento a incêndios florestais
- 03 de Junho de 2026 Edital de Convocação para Audiência Pública de apresentação do RIMA de Expansão do Terminal Privativo Gregório Curvo da Lhg Mining
- 03 de Junho de 2026 Mato Grosso do Sul tem 27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida
- 03 de Junho de 2026 Banho de São João terá shows, concursos culturais e celebração da tradição de Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Câmara aprova projeto que reduz jornada de 30 horas para profissionais de enfermagem
- 02 de Junho de 2026 Corumbá amplia atração de investimentos com instalação de rede nacional de varejo
- 02 de Junho de 2026 Cartórios orientam como evitar golpes na compra de imóveis diante da alta de casos em Mato Grosso do Sul
- 02 de Junho de 2026 Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência
- 02 de Junho de 2026 “Concessão de hidrovia não é privatização de rios”, esclarece ministro de Portos e Aeroportos
- 02 de Junho de 2026 Vereador Jovan cobra providências contra poluição atmosférica e sonora gerada por empresa na cidade
- 02 de Junho de 2026 Buscas por álbum da Copa 2026 disparam mais de 10.000%; confira os estados que mais buscam