Política
Com atuação para o desenvolvimento e conservação ambiental, MS sedia encontro de líderes globais que antecede COP15
O Mato Grosso do Sul sediou, neste domingo (22), o Segmento de Alto Nível que antecede a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).
Seg, 23 Março de 2026 | Fonte: Natalia Yahn/Agência de Notícias MS

Com ações de conservação que incluem monitoramento ambiental, preservação de biomas conectados e manejo sustentável contra impactos de infraestrutura, Mato Grosso do Sul reforça parcerias internacionais e turismo sustentável, entre outros importantes trabalhos realizados pelo Governo do Estado.
E como parte deste protagonismo na agenda global de conservação o Estado sediou, neste domingo (22), o Segmento de Alto Nível que antecede a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).
O governador Eduardo Riedel participou do evento, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também o presidente do Paraguai, Santiago Peña, e outras autoridades nacionais e internacionais – incluindo lideranças de seis convenções ambientais.
“Somos um Estado que carrega uma responsabilidade ambiental de escala global. Com três importantes biomas, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, que é um dos ecossistemas mais preservados do planeta com cerca de 84% de sua vegetação nativa mantida. Proteger o Pantanal é proteger fluxos ecológicos que ultrapassam fronteiras. O que diferencia o Mato Grosso do Sul é como escolhemos desenvolver. Nosso Estado passou por um processo consistente de transformação produtiva, fizemos com entendimento claro de que desenvolvimento e conservação não são opostos”, disse Riedel.
Para o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) a realização da COP15 da CMS em Campo Grande – entre os dias 23 e 29 de março – demonstra a prioridade do governo brasileiro à conservação do Pantanal, a maior planície alagável do mundo e bioma reconhecido por sua biodiversidade, um ponto logístico natural de migração. O Pantanal sul-mato-grossense é ponto de parada para descanso e alimentação de 190 espécies de aves, que transitam do hemisfério norte (Canadá, EUA) até o extremo-sul (região da Patagônia).
“Precisamos de acordos, políticas integrais e compromissos conjuntos. Alinhar estratégias e reconhece que proteger espécies é proteger o equilíbrio global”, disse a ministra Marina Silva (MMA).
A conferências reflete, assim como a COP-30 realizada no fim de 2025 em Belém (PA), o crescente reconhecimento de que os principais desafios ambientais desta época — as alterações climáticas e a perda de biodiversidade — exigem respostas coordenadas entre as nações e não podem ser abordados isoladamente.
“O Pantanal simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência de países cujas faunas e as floras atravessam fronteiras. A Convenção sobre Efeitos Migratórios nos lembra de uma mensagem simples, mas poderosa. Migrar é natural. Ao cruzar os continentes conectados com sistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece limite entre estados. A onça pintada movimenta-se por quase todo o território preservado das Américas em busca de áreas para caçar e ser reproduzido por segurança. A sobrevivência dessas espécies depende de ação coletiva”, disse o presidente Lula.
Sediada pela primeira vez no Brasil, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS COP15) deve reunir representantes de 133 países, um público estimado de 2 mil participantes, entre autoridades governamentais, cientistas, membros de organizações internacionais de defesa ambiental e da sociedade civil.
Ontem, as autoridades mundiais debateram no High Level Segment “o papel das zonas úmidas na conservação das espécies migratórias e os impactos de obras de infraestrutura na manutenção de habitats e rotas”.
“É preciso avançar para um modelo que combine regulação com incentivos inteligentes, que torne a conservação uma escolha economicamente viável e não apenas uma obrigação. É preciso ouvir a ciência. Esse é o caminho que estamos trilhando, alinhar produção e preservação, gerar valor a partir da natureza e posicionar o Estado como uma potência ambiental além de agropecuária. Esse é o caminho que estamos trilhando. A COP15 é uma oportunidade estratégica para avançarmos nessa agenda em escala global”, disse Riedel.
O evento também reuniu o secretário Jaime Verruck e o secretário-adjunto Artur Falcette, ambos da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul), além da ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).
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