22 ℃

Geral

Defensoria solicita que Estado de MS cumpra sentença e forneça canabidiol

Moradora da capital, assistida pela Defensoria é paciente com fibromialgia; medicamento custa R$ 2 mil.

Sex, 12 Setembro de 2025 | Fonte: Assessoria de Imprensa


Uma mulher de 55 anos irá receber remédio à base de canabidiol, de graça, para seguir seu tratamento de fibromialgia, conforme recomendação médica. O medicamento será fornecido pelo governo estadual após a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul auxiliar a paciente, que não tem condições de pagar quase R$ 2 mil por mês pelo tratamento.

Apesar de a Defensoria já ter conseguido tutela antecipada na 2ª Instância, o Estado ainda não forneceu o remédio. Por isso, a Defensoria pediu à Justiça, nesta semana, cumprimento da decisão e, caso o governo continue a descumpri-la, também solicitou o sequestro de verbas públicas, ou seja, quando a Justiça força a Administração Pública a pagar algo a que já está obrigada.

“Em virtude da gravidade da doença, é necessária a intervenção do Poder Judiciário para que a paciente tenha assegurado seu direito líquido e certo a todos os meios que lhe garantam a possibilidade de tratamento para, com isso, obter abrandamento dos sintomas e viabilidade de qualidade de vida”, expõe Hiram Nascimento Cabrita de Santana, um dos defensores do caso, titular da 1ª Defensoria Pública de Atenção à Saúde de Campo Grande.

O laudo médico presente nos autos aponta que o remédio à base de canabidiol deve ser usado continuamente pela assistida porque ela não apresentou melhora clínica com as alternativas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O laudo médico também relata que a moradora de Campo Grande corre até risco de morrer caso não tome o medicamento diariamente.

“Exigir que a assistida continue a fazer uso de medicamentos que são comprovadamente ineficazes para o seu quadro clínico, além de ser contraproducente, representa verdadeira pena de tortura”, protesta Nilton Marcelo de Camargo, da 4ª Defensoria de Atenção à Saúde e também defensor do caso.

Atuaram no caso, ainda, os defensores públicos Arthur Demleitner Cafure, da 3ª Defensoria Pública de Atenção à Saúde, e Francisco José Soares Barroso, titular da 8ª Defensoria Pública Cível de 2ª Instância.

Correio de Corumbá

SIGA-NOS NO Correio de Corumbá no Google News

 
 
 

Veja Também

Lei paulista que autoriza o fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabidiol é de grande importância, avalia especialista

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sancionou nessa semana a Lei nº 17.618/2023, que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medic...

Portadores de fibromialgia podem ser reconhecidos como pessoas com deficiência em MS

As pessoas portadoras de fibromialgia poderão ter os mesmos direitos e garantias das pessoas com deficiência, no âmbito de Mato Grosso do Sul, caso o Projeto...

Uso regulamentado de produtos de Cannabis para tratamento de doenças passa na CCJR na Alems

A deputada e presidente da CCJR, Mara Caseiro (PSDB), relatou o Projeto de Lei 6/2023, de autoria do deputado Pedro Kemp (PT), que que assegura o acesso a me...

DPU garante salvo-conduto para assistido cultivar cannabis medicinal

A Defensoria Pública da União (DPU) garantiu, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um salvo-conduto em favor de um morador do Distrito Federal, autorizando...

Últimas Notícias