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Mercado de games é um dos que mais cresce no Brasil, confira cenário em Mato Grosso do Sul

No Sebrae/MS, público gamer tem apoio do Living Lab, laboratório de inovação que fomenta setor e negócios inovadores

Qui, 26 Janeiro de 2023 | Fonte: Assessoria Sebrae/MS


O mercado de games é um dos que mais movimenta a indústria criativa no Brasil, atualmente. Segundo dados consolidados da consultoria Newzoo, o país é o terceiro em usuários no mundo e o 13º no cenário mundial de jogos eletrônicos. Em Mato Grosso do Sul, tendo em vista esse movimento, o Sebrae/MS incentiva o setor por meio do Living Lab MS, laboratório de inovação que fomenta o desenvolvimento de negócios inovadores.

No estado, o mercado de games avança, principalmente, com os jogos digitais, que têm sido uma das principais escolhas entre os consumidores, o que oferece muitas oportunidades para os pequenos negócios nesse segmento. Para fomentar este mercado, o Living Lab MS vem realizando eventos para conectar profissionais e entusiastas, visando a troca de conhecimentos na área, indicando potenciais tendências e expectativas.

A alta demanda por entretenimento virtual deve contribuir para que o mercado continue crescendo de forma expressiva, na avaliação do analista de inovação do Sebrae/MS, Flávio Domeniche. Segundo ele, a área de atuação para criadores de jogo abrange possibilidades como game designer, artista 2D/3D, animador, programador, engenheiro de áudio, testador de games e roteiristas.

“Jogar está cada vez mais comum, desde jovens a adultos, cerca de 72% da população que tem acesso à internet e joga algum jogo. Esse é um mercado que possibilita escalar para várias pessoas em qualquer lugar do mundo, ou seja, um produto escalável permite o crescimento natural sem precisar aumentar o esforço que é aplicado para desenvolver uma unidade”, disse Domeniche.

Profissionalização do mercado em MS

Com um futuro promissor, o mercado de games em Mato Grosso do Sul possui profissionais com formações múltiplas. Na maioria dos casos, eles já são gamers e desenvolvem habilidades para poder atuar na área, ou decidem empreender, como é o caso do desenvolvedor web Bruno Pereira, sócio proprietário da Asantee Games, um pequeno estúdio de desenvolvimento de jogos fundado por ele e o sócio, André Santee.

Quando atuava em uma empresa de desenvolvimento de software, em 2010, o desenvolvedor começou a ver novas possibilidades no setor de desenvolvimento de jogos mobile. Na época, o empreendimento lançou o game “Vikings x Zombies” na loja do Android Market, mercado de aplicativos do sistema operacional do Google. Com o feedback dos usuários, percebeu ali que poderia ser um mercado a ser explorado.

Mercado de games é um dos que mais cresce no Brasil, confira cenário em Mato Grosso do Sul

Ao ver a expansão do mercado, ele se juntou ao sócio André Santee, na Asantee Games, para desenvolver jogos mobile. O primeiro jogo criado pela empresa foi chamado “Magic Portals”, que combina elementos dos clássicos jogos de plataforma 2D com quebra-cabeças, introduzindo portais mágicos abrindo o caminho para o final de cada fase.

Após a experimentação com o primeiro jogo, eles lançaram o “Magic Rampage”, sucesso do estúdio que alcançou mais de 27 milhões de downloads na Google Play, com usuários na Rússia, Índia, Indonésia, Espanha, México, entre outros países. Já são mais de 10 anos no mercado com o game de plataforma, que combina RPG com gameplay de ação, traz customização de personagens e dezenas de armas para escolher: de facas a cajados mágicos. Em cada fase, o jogador é introduzido a novos obstáculos, inimigos e áreas secretas para explorar.

Segundo Bruno, um dos desafios de empreender no setor foi reunir uma equipe experiente na área. “Tivemos vários desafios, o principal acredito que pelo fato de estar em Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, há 10 anos era muito mais difícil montar uma equipe com pessoas que tivessem experiência no segmento de games, e ainda é, mas antigamente era mais”, afirmou.

Bruno Pereira explica que apesar dos desafios, o setor é alcançável para os pequenos empreendedores, além disso, o smartphone popularizou o acesso aos games por se apresentar como uma alternativa aos consoles. “Como optamos por fazer jogos para celular, a gente teve muita ajuda do próprio mercado que cresceu, então publicávamos o jogo que foi desenvolvido aqui na loja do Google e ele é jogado pelo mundo inteiro”, disse.

Além das produtoras de games, existem na outra ponta os profissionais que colaboram para a criação do jogo, como trilha sonora. O maestro e produtor musical Rodrigo Faleiros sempre se interessou por vídeo game, primeiro como jogador e, depois na área musical profissionalmente já na faculdade, quando começou a prestar mais atenção no cenário de trilha sonora focado em jogos. Em pouco tempo, passou a ter contato com especialistas no segmento e viu que era possível ingressar nesse mercado.

“Foi aí que comecei a estudar como funciona uma trilha, o trabalho em si, todas as questões técnicas e artísticas. Comecei a ter mais contatos com grandes compositores como Rafael Langoni e outros”, contou Rodrigo, que além de produzir trilha para jogos, é maestro assistente da Orquestra Sinfônica Municipal de Campo Grande.

Ele conta que a primeira experiência na área foi junto a estudantes de um curso de desenvolvimento de jogos de uma faculdade de São Paulo, no Trabalho de Conclusão de Curso. Profissionalmente, o primeiro trabalho foi desenvolvido para mobile, em um game no estilo “infinite runner”, um subgênero de jogo de plataforma onde o personagem do jogador corre por um tempo infinito, evitando obstáculos.

Depois, trabalhos maiores foram surgindo. Como compositor, Rodrigo Faleiros já produziu e colaborou com a trilha sonora dos jogos “Until Dead” (ganhador do Indie Prize Seattle 2017), “Magic Rampage”, “Ritmosphere”, “Chessarama”, entre outros.

Ele diz que o maior desafio acaba sendo também uma das vantagens no mercado em expansão no Brasil: “Ainda não é um segmento que tem grandes empresas, porque o estilo do mercado vem mudando muito. Hoje é mais fácil ter um estúdio pequeno e contratar colaboradores externos para contribuir em projetos específicos. O fundamental é ter bons contatos para pegar esses trabalhos e, a partir do momento, que você dá certo com um time, é provável que você vai ser sempre chamado para atuar com eles”, avaliou.

Living Lab MS

O laboratório de inovação foi iniciado pelo Sebrae/MS em parceria com instituições públicas e privadas. Ele fica na Rua Brasil, número 205, no bairro Monte Castelo em Campo Grande. O horário de atendimento é de 8h a 12h e de 14h 17h. Mais informações em www.livinglabms.com.br.

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