Meio Ambiente
MPMS investiga incêndio que destruiu 6,1 mil hectares no Pantanal de Aquidauana
Inquérito civil apura causas, extensão dos danos e possível responsabilização por fogo que atingiu área de Reserva Legal sem autorização ambiental.
Seg, 12 Maio de 2025 | Fonte: Assessoria MPMS

A 1ª Promotoria de Justiça de Aquidauana iniciou uma investigação para apurar um incêndio de grandes proporções que destruiu mais de 6.152,78 hectares na região Pantanal sul-mato-grossense. A suspeita é de que a queima tenha ocorrido sem autorização ambiental, comprometendo uma vasta área do bioma. O objetivo é verificar possíveis irregularidades jurídico-ambientais, avaliar a extensão dos danos e buscar a responsabilização dos envolvidos.
Com base nesses elementos, o MPMS formalizou o inquérito civil para aprofundar a investigação e verificar a violação de direitos coletivos e difusos. O procedimento é uma ferramenta legal que permite ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul tomar medidas para responsabilizar os responsáveis e proteger o meio ambiente.
Diante da gravidade do caso, a Promotoria solicitou um laudo pericial ao Instituto de Criminalística da Sejusp/MS. O documento confirmou os dados preliminares e apontou que o incêndio causou dano ambiental significativo. Embora não tenha sido possível identificar a origem exata ou confirmar se houve intenção, a principal hipótese é de que o fogo tenha sido provocado por ação humana, seja de forma culposa ou dolosa.
Com base nesses elementos, o MPMS formalizou o inquérito civil para aprofundar a investigação e verificar a violação de direitos coletivos e difusos. O procedimento é uma ferramenta legal que permite ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul tomar medidas para responsabilizar os responsáveis e proteger o meio ambiente.
De acordo com a legislação ambiental brasileira, a responsabilidade por danos ambientais é objetiva e por risco integral, ou seja, independe da comprovação de culpa. Os proprietários rurais têm o dever de obter autorização para uso de fogo e adotar medidas preventivas, especialmente em áreas sensíveis como o Pantanal.
Durante o inquérito, os proprietários da fazenda serão notificados a prestar esclarecimentos e poderão propor soluções consensuais, como um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Caso não haja acordo ou as medidas sejam insuficientes, o MPMS poderá ingressar com uma ação civil pública para exigir a reparação completa da área degradada e garantir a preservação do bioma.
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