Cidade
Em Corumbá ou Ladário, novo porto seco deve dobrar movimento na fronteira
Após licitação fracassar em 2022, concorrência vai voltar a ser discutida em audiência pública.
Dom, 06 Agosto de 2023 | Fonte: Da Redação

Audiência pública marcada para o próximo dia 15 vai reacender as discussões para a implantação do novo porto seco na região da fronteira do Brasil com a Bolívia. A estrutura deve dobrar a capacidade de armazenamento de carga e, consequentemente, o movimento de importação e exportação de mercadorias via rodovia e ferrovia.
A audiência pública convocada pela Comissão Especial de Contratação de Portos Secos da SRRF01 (Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil da 1ª Região Fiscal) será realizada exclusivamente em ambiente virtual, das 8h às 11h. O encontro vai receber sugestões ao edital da concorrência de permissão para instalação do novo porto seco.

O estudo de viabilidade técnica e econômica do empreendimento prevê 14 mil metros quadrados de armazém. A área supera os 6 mil metros quadrados hoje disponíveis na Agesa (Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul), que opera o porto seco no quilômetro 777 na BR-262 há mais de 30 anos.
A concessão da Agesa terminou em 2008, mas foi prorrogada por mais dez anos, ou seja, até 2018. A companhia tentou na Justiça Federal uma nova prorrogação por mais dez anos, mas o pedido acabou negado. Atualmente, uma liminar permite que a Agesa funcione até que a nova concorrência seja feita.

A Receita Federal chegou a abrir licitação para a instalação do novo porto seco no ano passado. A própria Agesa disputou o certame, mas nenhuma empresa conseguiu atender a todas as exigências do edital, que acabou fracassado.
O porto seco é um espaço alfandegado de uso público, voltado para operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem. No Centro-Oeste, apenas quatro estão em operação: em Corumbá, Brasília (DF), Cuiabá (MT) e Anápolis (GO).
O governo do Estado defende que o modal ferroviário ganhe atenção especial na próxima licitação. O estudo de viabilidade do projeto já considera a iminente revitalização da Malha Oeste, em processo de relicitação. Conforme o estudo, atualmente, 30% da carga que é movimentada na Agesa passa pelo modal ferroviário. Na exportação, os principais produtos são o aço e seus derivados, além de polietileno, celulose e eletrodomésticos da chamada linha branca. Já na importação, fertilizantes como borato, cloreto de potássio e ureia se destacam.
No ano passado, o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, comentou que o local onde a Agesa opera é estratégico, mas considerou que o novo porto seco pode ser construído em área mais distante da fronteira. Nas imediações da Agesa, é comum ver filas de carretas e caminhões às margens da BR-262, além de composições ferroviárias paradas junto ao trilho.

Novo espaço demanda investimento inicial de R$ 149 milhões
A nova concessão prevê contrato de 25 anos e investimento inicial de R$ 149,2 milhões. O porto seco poderá ser instalado tanto em Corumbá como em Ladário. Porém, o estudo de viabilidade considera uma possível redução nas exportações caso a estrutura seja em Ladário, uma vez que o município recebeu autorização para operação de um Redex (Recinto Especial de Despacho Aduaneiro de Exportação). Apesar de ainda não estar funcionando, o Redex pode impactar na captação de cargas do futuro porto seco.
O estudo de viabilidade do novo porto seco estima que o espaço tenha, no mínimo, 142 mil metros quadrados de área total. O posto da Receita Federal deve ter, pelo menos, 100 metros quadrados, mesmo tamanho reservado para a aduana boliviana. A área prevista para a infraestrutura ferroviária é de 70 mil metros quadrados. O prazo estimado para construção do novo porto seco é de 18 meses.
O congestionamento de carretas nos acostamentos da BR-262 nos dois sentidos, são constantes, até mesmo uma composição de vagões de trem ficam à espera do acesso a Agesa.

Tudo Sobre
receita-federal br262 audiencia-publica fronteira-brasil-bolivia agesa porto-seco espaco-alfandegadoÚltimas Notícias
- 03 de Junho de 2026 Cia Infanto-Juvenil do Moinho Cultural promove vaquinha para participar do Prêmio Onça Pintada, em Campo Grande
- 03 de Junho de 2026 Senado anula norma sobre aborto legal em crianças vítimas de estupro
- 03 de Junho de 2026 Caminhoneiro que saiu de Corumbá com 583 quilos de drogas foi detido pela PRF na BR-262
- 03 de Junho de 2026 Prefeitura empossa Conselho Fiscal do FUNPREV para mandato 2026/2027 em Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Decreto de emergência ambiental reforça preparação do Governo de MS para enfrentamento a incêndios florestais
- 03 de Junho de 2026 Edital de Convocação para Audiência Pública de apresentação do RIMA de Expansão do Terminal Privativo Gregório Curvo da Lhg Mining
- 03 de Junho de 2026 Mato Grosso do Sul tem 27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida
- 03 de Junho de 2026 Banho de São João terá shows, concursos culturais e celebração da tradição de Corumbá
- 03 de Junho de 2026 Câmara aprova projeto que reduz jornada de 30 horas para profissionais de enfermagem
- 02 de Junho de 2026 Corumbá amplia atração de investimentos com instalação de rede nacional de varejo
- 02 de Junho de 2026 Cartórios orientam como evitar golpes na compra de imóveis diante da alta de casos em Mato Grosso do Sul
- 02 de Junho de 2026 Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência
- 02 de Junho de 2026 “Concessão de hidrovia não é privatização de rios”, esclarece ministro de Portos e Aeroportos
- 02 de Junho de 2026 Vereador Jovan cobra providências contra poluição atmosférica e sonora gerada por empresa na cidade
- 02 de Junho de 2026 Buscas por álbum da Copa 2026 disparam mais de 10.000%; confira os estados que mais buscam